quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Homenagem ao centenário de Chacrinha se mostrou nostálgica e acertada

No último sábado (26/08), o Canal Viva exibiu uma ótima homenagem a Abelardo Barbosa (1917-1988), cujo centenário se comemora neste ano. Através de "Chacrinha - o Eterno Guerreiro", o canal a cabo recriou a atração mais lembrada de um dos mais queridos comunicadores do país: o "Cassino do Chacrinha", exibido pela Globo entre 1982 e 1988. O programa ---- que será exibido pela Globo no dia 6 de setembro ---- ficou muito bem realizado, conseguindo provocar uma gostosa nostalgia em quem assistia.


Stepan Nercessian foi o escolhido para representar o velho guerreiro e nem tinha como ser outra pessoa, pois o ator deu um show no espetáculo "Chacrinha, o musical", dando vida a esse ícone. E novamente ele mostrou como conseguiu pegar com maestria vários trejeitos do apresentador, inclusive a maneira de se portar diante dos convidados e números musicais. Chama atenção também a forma não caricata que o ator compõe o personagem. Até porque Chacrinha já era uma grande caricatura, parecendo um carro alegórico em desfile de escola de samba. As imitações de vários humoristas descambam para o exagero e o intérprete acaba se diferenciando por isso. 

A atração recriou com riqueza o cenário do clássico "Cassino do Chacrinha", mas imprimindo características mais modernas em torno da iluminação e de detalhes do palco, naturalmente. Também ficou perceptível um maior afastamento da plateia, evitando aquela sensação de tumulto que existia no formato original. Nesse caso, poderiam ter mantido para preservar o DNA do produto. Afinal, na época era mesmo algo 'trash' (de gosto duvidoso) e extremamente popular. Outra característica que foi visivelmente alterada foi a vestimenta das chacretes.
Na década de 80, todas usavam maiôs cavadíssimos e os câmeras faziam 'closes' bem exagerados. Agora, as bailarinas usavam bem mais pano e o politicamente correto novamente venceu. Pena, pois era uma homenagem e merecia seguir à risca.

O show de calouros foi mantido e, para avaliar os candidatos, a Globo escalou várias estrelas da emissora. Angélica, Luciano Huck, Regina Casé, André Marques, Ana Maria Braga, Thiago Leifert, Glória Maria e Fernanda Lima marcaram presença na bancada e se divertiram na função, embora só Thiago tenha optado por 'imitar' o ranzinza Pedro de Lara. Já as atrações musicais contaram com nomes que fizeram parte da história do "Cassino", como Roberto Carlos, Luiz Caldas, Sidney Magal, Alcione, Fábio Jr. e Ney Matogrosso. Até a banda Blitz participou. O interessante dessas participações foi o detalhe das chacretes segurando o LP de cada cantor da época, enquanto estavam no palco, como era realmente feito para a divulgação do trabalho. Porém, para não ficar algo muito datado, houve também a apresentação de Luan Santana, Ivete Sangalo, Marília Mendonça e Anitta, que nem 'existiam' na década de 80.


Foi uma pena, todavia, a ausência de vários cantores que fizeram história no programa, como Rosana, Byafra, Wanderléa, entre tantos outros. Até mesmo a clássica Titãs era uma banda que costumava se apresentar lá. Outra participação que fez muita falta foi a de Rita Cadilac, a mais famosa chacrete de todas. Ao menos no juri ela merecia estar. Não deu para entender. No entanto, o conjunto se mostrou bem realizado e a homenagem funcionou. Vale citar ainda o divertido momento em que calouros tentaram imitar Chacrinha, sendo avaliados pelo juri. Tom Cavalcante, Otaviano Costa, Marcelo Adnet e Welder Rodrigues compuseram tipos propositalmente toscos, sendo avacalhados pelos jurados. Foi divertido. Já o encerramento, com Ivete Sangalo cantando parabéns para o Velho Guerreiro, provocando a comoção de Stepan, fechou o especial de forma singela. 

"Chacrinha - o Eterno Guerreiro", dirigido por Rafael Dragaud e Daniela Gleiser, pecou em alguns aspectos, mas se mostrou uma deliciosa iniciativa do Viva, em parceria com a Globo, para lembrar dos cem anos de um dos mais lembrados comunicadores do país. Abelardo Barbosa fez história na televisão brasileira, virando referência para vários outros apresentadores, e esse centenário realmente não tinha como passar em branco.


28 comentários:

Olivia disse...

Eu vi o programa e gostei, mas esperava mais...

Anônimo disse...

O Stepan fez um Chacrinha genial.

Johnny disse...

Eu não sou da época do programa, mas conheço bastante e já vi vários vídeos da atração e gostei demais desse especial. Foi nostálgico e ao mesmo tempo "adaptado" pros dias de hoje.

Anônimo disse...

Eu já tinha visto um episodio do Cassino do Chacrinha no Viva. Realmente ele era um ótimo comunicador, mas o programa em si era ruim.

Pamela Sensato disse...

Eu não assisti :@
rsrs

Beijinhosss ;*
Blog Resenhas da Pâm

Smareis disse...

Bom dia Sérgio!
Te confesso que não assisti tudo. Achei um pouco fraco.
Andei um pouco ausente , mais já tem atualização por lá.
Desejo que o mês de setembro seja de muitas bênçãos em sua vida.
Abraços e sorrisos!
Um ótimo dia!

Oathkeeper disse...

Discoteca do Chacrinha: Estreou na TV Tupi em 1957 e passou pela Excelsior, Bandeirantes e Globo. Chacrinha também comandou a Buzina do Chacrinha e a Hora do Chacrinha. Esse último foi o primeiro programa de calouros da TV brasileira. Os programas apresentavam artistas, cantores em destaque, músicas da parada de sucesso e calouros. Na TV, Chacrinha passou a promover a entrega dos troféus Disco de Ouro e Velho Guerreiro. Chacrinha tornou famosas as “chacretes” e seu grito de guerra: “Terezinhaaaa!”

Oathkeeper disse...

Chacrinha foi o maior comunicador do rádio e da televisão brasileira. E do bacalhau também.
É o autor de expressões que se popularizaram por todo o Brasil, como "Quem não se comunica, se trumbica!", "Eu vim para confundir e não para explicar", bordões como "Terezinhaaaaaa...." e da nossa predileta: "Vocês querem bacalhau?". E jogava o bacalhau para a platéia, ou o pepino, ou o abacaxi, não importava.
Chacrinha era festa, alegria, o máximo. Seus programas eram cheios de calor humano e divertidíssimos. O povo o amava e não se esquece do Velho Guerreiro "balançando a pança e comandando a massa"(Gilberto Gil - Aquele Abraço).
Foi casado com dona Florinda Barbosa por 41 anos e teve 3 filhos: José Amélio, Jorge Abelardo e Zé Renato. Faleceu em 30 de julho de 1988, deixando uma imensa saudade em todos que tivemos o prazer de viver sua alegria.

Anônimo disse...

O Chacrinha Nunca teve algum relacionamento amoroso com algumas de suas chacretes. Chacrinha era muito respeitador nesse sentido.

Izabel Ramos disse...

Abelardo Barbosa, o "Chacrinha" foi o maior comunicador do Brasil e o Agildo Ribeiro é um e seus melhores imitadores.
Pelo que me contam, o "Programa do Chacrinha" era totalmente bagunçado, tinha os calouro que quando se apresentavam mal, levavam buzinadas e ganhavam abacaxi,
Chacrinha jogava bacalhau para a platéia e vivia chamando a Terezinha, em fim o programa era a maior zorra, a maior bagunça e o maior Ibope da época.
Dai... Fazer chacrinha é fazer bagunça.
Sim, assistia e era mais ou menos igual ao Faustão e o do Gugu, só que Chacrinha era Mais Carismático e Mais Engraçado, até o programa dele era melhor. O show dos calouros, então... era superengraçado. As chacretes, mulheres todas lindas, profissionais experientes e sabiam dançar. Ah! eu gostava muito.

Oathkeeper disse...

As dançarinas do Chacrinha, ficava dançando no programa de maio cravado. Além da coreografia ensaiada, as dançarinas recebiam nomes exóticos e chamativos como:
Rita Cadillac, Índia Amazonense, Suely Pingo de Ouro, Fernanda Terremoto, etc.
Apesar de vestidas de forma decorosa e rigorosamente acompanhadas pelo apresentador que lhes vetava, por exemplo, encontraram-se com fãs, as Chacretes fizeram parte do universo sensual de gerações de espectadores do programa.

Clau disse...

Stepan Nercessian é simplesmente fantástico
imitando o Chacrinha!
Que bonita homenagem ao Velho Guerreiro...
Uma pena Rita Cadilac não ter participado,
acho que a chacrete mais famosa foi ela!
Beleza de texto...vc sempre
se supera Sérgio \o/
Bjs!

Vane M. disse...

Oi, Sérgio, que interessante, fiquei até com vontade de assistir, rsrsrs! O Stepan é uma figura e ficou bem caracterizado. O júri também me chamou a atenção, pena ícones do programa terem ficado de fora! Gostei da dica, abraços!

Luli Ap. disse...

Olá Sérgio
Sabe que nunca assisti nada do Chacrinha????
Mas sem dúvida quando se fala nele algo que vem à mente é a descontração, a brincadeira e a forma dinâmica de apresentação.
Pelo menos eu imagino assim :)
Sua resenha me fez ficar curiosa para assistir!!!
Até porque gosto muito do Stepan Nercessian e ele está numa excelente fase na série Sob Pressão.
Bjs Luli

Café com Leitura na Rede

Germana Araújo disse...

Olá Sérgio!!
Nunca assisti o programa do Chacrinha (exceto alguns trechos no You Tube que eu achei bem sem graça), mas meus pais e tios sempre dizem que era sensacional. Assisti ontem o programa com eles e achei muito divertido! As músicas, as imagens antigas recuperadas, os jurados (amei o Leifert "ranzinza"! rs) tudo muito legal! Foi mesmo uma bela homenagem.
No mais, é isso. Abraços!!

Sérgio Santos disse...

Tudo bem, Olivia.

Sérgio Santos disse...

Fez, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Foi msm, Jonny.

Sérgio Santos disse...

Era trash,anonimo.

Sérgio Santos disse...

Ok, Pam. bjs

Sérgio Santos disse...

Tudo bem, Smareis. bjão

Sérgio Santos disse...

Boas observações, Oath.

Sérgio Santos disse...

Eram boatos msm, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Verdade, Izabel.

Sérgio Santos disse...

Obrigado pelo carinho, Clau. Cadilac é a mais famosa chacrete msm. bjssss

Sérgio Santos disse...

Tente ver, Vane. bjs

Sérgio Santos disse...

O Stepan foi brilhante, Luli. bjssss

Sérgio Santos disse...

Pra gente fica sem graça msm, Germana.... Pra época é que foi incrivel msm. bjssss