segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mesclando música e romance, "Rock Story" cumpriu sua missão com louvor

A estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo na Globo foi a melhor possível. A sua primeira novela --- após 20 anos de casa e de ter trabalhado como colaboradora de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva, entre outros --- ousou ao quebrar a sequência de comédias românticas que a faixa das sete vinha exibindo com êxito e conseguiu conquistar o público com uma história simples, mas repleta de histórias convidativas e bons personagens. O resultado foi um folhetim gostoso de ser acompanhado, cujos deslizes (observados principalmente nos dois últimos meses) ficaram menores que os acertos.


A trama, que teve uma ótima direção de Dennis Carvalho e Maria de Médicis, apresentou a música como protagonista e usou o rock como elemento diferenciador. Afinal, o gênero tem cada vez menos espaço nas rádios e na televisão em virtude da dominação quase total do sertanejo, funk e afins. Portanto, tê-o como foco em um enredo foi muito benéfico e a ideia de contar a trajetória de um roqueiro decadente não poderia ter sido melhor. Gui Santiago foi um protagonista apaixonante e a escolha de Vladimir Brichta --- marcando seu retorno às novelas após 12 anos ---- se mostrou de uma precisão cirúrgica.

O ator deu um show vivendo um perfil nada politicamente correto e cheio de defeitos. Não foi difícil torcer por ele de imediato. Nathalia Dill, por sua vez, novamente se destacou e convenceu na pele da destemida Júlia, tendo uma clara sintonia com Vladimir. Ela ainda brilhou vivendo a gêmea Lorena e é uma pena que a irmã malvada da mocinha não tenha sido bem aproveitada pela autora.
Já Alinne Moraes mostrou a grande atriz que sempre foi interpretando a complexa Diana, formando um excelente trio central com os mocinhos. A empresária da Som Discos não poderia ter tido uma intérprete melhor. Aliás, um dos êxitos da produção foi a escalação certa para cada personagem.


Além dos exemplos já citados, Rafael Vitti fez um Léo Régis brilhante. O cantor pop arrogante e deslumbrado seria de Chay Suede, que acabou indo para"Novo Mundo". A mudança foi ótima para ambos. O rival de Gui despertava risos, empatia e raiva dependendo do momento da novela. O ator, uma das gratas revelações de "Malhação Sonhos", dominou o papel com facilidade e dividiu o protagonismo da trama merecidamente. Será impossível lembrar de "Rock Story" sem citar Léo e suas fanfarronices, incluindo sua parceria maravilhosa com Ana Beatriz Nogueira. Por sinal, a intérprete da desbocada Néia deitou e rolou no humor, fugindo do dramalhão de suas personagens anteriores, ainda que tenha vivido novamente uma mãe superprotetora. Que delícia foi vê-la em cena.


O núcleo da família Régis, inclusive, foi um dos grandes trunfos do folhetim, sustentando os dois últimos meses da trama, que enfrentou uma evidente barriga. A patricinha Yasmin (Marina Moschen) protagonizou bons momentos e formou o melhor casal da novela com Zac (Nicolas Prattes). Os atores esbanjaram química e foi bom vê-los com perfis muito melhores que os de "Malhação - seu lugar no mundo", onde também viveram um par. Eles, Léo e Néia foram responsáveis por várias cenas inspiradas. E, na reta final, a entrada de Evandro Mesquita vivendo Almir, o pai trambiqueiro do cantor pop, deixou o conjunto ainda melhor, sendo necessário também citar o crescimento da importância de Ramon, interpretado pelo talentoso Gabriel Louchard em sua estreia na tv como ator --- ele e Ana Beatriz formaram uma dupla perfeita, com direito a final feliz romântico. O par formado por Léo e Stefany (Giovana Cordeiro) é outro ponto que merece elogios.


A relação de Gui com Zac foi uma das mais sensíveis do enredo, destacando a boa sintonia entre os atores. A aproximação entre pai e filho foi bem desenvolvida pela autora, assim como as vilanias de Lázaro, que sempre tentou destruir o roqueiro. João Vicente de Castro convenceu vivendo seu primeiro vilão e soube utilizar o sarcasmo nos instantes que seu personagem humilhava o comparsa Ramon. Ainda no drama central, vale elogiar a boa condução da disputa pela música "Sonha Comigo", que rendeu ótimos embates entre Gui e Léo, além de ter sido responsável indiretamente pela formação da banda 4.4. Conflitos que empolgaram e movimentaram a novela, resultando também em inspirados números musicais, parecendo shows verdadeiros. As canções fictícias eram até melhores que muitas originais que impregnam as rádios e os programas de tv hoje em dia.


Mas os núcleos paralelos foram outros êxitos da produção. O casal formado por Nicolau (Danilo Mesquita) e Luana (Joana Borges) caiu nas graças do público e os atores foram gratas revelações. O drama do câncer do rapaz, por sinal, destacou o talento dos intérpretes, incluindo ainda a maravilhoso par Gilda e Haroldo, pais do Nic. Suzy Rêgo é uma atriz fantástica e sempre cresce em cena, o que não foi diferente nesse folhetim. Ela e Paulo Betti brilharam, tanto no humor quanto na emoção. Pena que Maria Helena Nascimento não explorou a doença do integrante da 4.4 como deveria. Poderia ter rendido muito mais. Outra integrante dessa trama foi a impagável Marisa, uma das responsáveis pelos momentos mais hilários da história. Júlia Rabello esteve ótima e teve a oportunidade que merecia, depois do subaproveitamento em "A Regra do Jogo".


Vale citar também o trio de bandidos atrapalhados. Alex (Caio Paduan), William (Leandro Daniel) e Romildo (Paulo Verlings) bancavam os malvados, mas sempre se davam mal, que nem os vilões dos quadrinhos. Os três cresceram merecidamente na novela e mais divertiram do que praticaram vilanias. Canalha mesmo era Alex, sendo o principal responsável pelo inferno na vida de Júlia. Mas com os amigos trapaceiros ele ficava mais leve e humano. Outra situação que funcionou plenamente foi a relação amorosa  de Gordo (Herson Capri) e Eva (Alexandra Richter). Um casal que nem era esperado, mas deu muito certo. Herson viveu um de seus melhores momentos e valeu ver Alexandra longe dos perfis cômicos que a perseguiam.


E a família de Nelson (Thelmo Fernandes) e Edith (Vivianne Araújo), embora alguns conflitos tenham cansado, merece ser mencionada como êxito da trama. Os atores tiveram uma boa sintonia e o contexto ficou divertido com a chegada de Glenda (Helga Nemeczyk), ex do sambista, e sua filha vigarista Amanda (Laís Pinho), para a participação no grupo Rebola Embola. Lorena Comparatto, intérprete da Vanessa, filha do casal e assistente de Diana, foi outro bom destaque. Pena que o romance da menina com Bianca (Mariana Vaz) tenha acontecido só perto no final. É necessário elogiar mais alguns bons nomes do elenco, como João Vitor Silva (Tom), Lara Cariello (Chiara), Rocco Pitanga (Dr. Daniel), Maicon Rodrigues (JF), Cristina Mullins (Zuleica) e Thiago Justino (Luizão). Já a dupla musical Miro (Guilherme Logullo) e Nina (Fabi Bang) não funcionou. Os perfis ficaram avulsos boa parte do tempo e quando apareciam protagonizavam situações que nada acrescentavam.


No geral, a novela fluiu bem demais. Porém, no último mês os tropeços se evidenciaram. A morte precoce de Lorena, por exemplo, aniquilou o roteiro. Sem a única vilã, o folhetim ficou sem maiores conflitos e embates derradeiros nas últimas semanas. A inserção de uma máfia italiana soou ridícula e uma tentativa rasa de movimentar o final. A conclusão dos principais dramas também deixou a barriga cada vez maior. Afinal, o casamento de Júlia e Gui, a resolução da disputa de "Sonha Comigo" e a inocência de Júlia provada no tribunal aniquilaram a continuação da obra. É sempre ótimo quando o novelista conclui várias situações antes do último capítulo, evitando a péssima correria que prejudica tantos finais. Todos que conseguem isso merecem aplausos. Mas a autora exagerou. Terminou tudo cedo demais. O resultado foi a inserção de novos contextos que pareceram forçados, como Júlia se envolver com a máfia para escrever um livro sobre sua vida. Ou então Manu (Antônia Morais) jogar no lixo seu discurso contra o assédio para prejudicar o namoro de Léo. Ou ainda Miro se apaixonar subitamente por Eva, enfim.


A autora ainda conduziu duas situações de forma equivocada. A redenção de Jaílson (Enzo Romani) foi súbita e pouco crível. O marginal vivia ameaçando e agredindo Zac, quando do nada, passou a bancar o jovem sofrido que tinha uma mãe doente. Tudo para justificar sua entrada na 4.4. Entretanto, não convenceu. Ficou forçado, assim como a obsessão que Diana passou a ter por Gui pouco depois de Lorena morrer. A empresária começou a criar planos para separá-lo de Júlia e até se aliou a Lázaro, que até outro dia sempre era desprezado pela ex do roqueiro. Ficou evidente a tentativa de Maria Helena movimentar o enredo sem a gêmea má. Mas não funcionou. O contexto ficou artificial e prejudicou o trabalho da personalidade complexa de Diana. Mesmo apaixonada pelo ex, ela não se prestaria a isso.


A última semana ficou voltada para poucos acontecimentos, pois tudo já estava praticamente concluído. Serviu apenas para mostrar a redenção de Diana, que conseguiu livrar Gui da prisão ----causada pela confusão no show da 4.4 que vitimou Du (Ravel Andrade) ---- manipulando e seduzindo Lázaro. Também mostrou a, enfim, formação do casal "Ramonéia" através de uma linda declaração de Ramon a Néia, consagrando o par impagável que fizeram. Ainda houve um sequestro morno de Júlia ---- mesmo a autora tendo negado que haveria o manjado recurso usado em todas as novelas recentes da Globo, incluindo até "Malhação" ----, que não causou grandes emoções em virtude da situação forçada criada pela escritora (a mocinha ter ido atrás da máfia de novo e depois de ter concluído seu tal livro foi o cúmulo da estupidez).


Já o último capítulo foi maravilhoso. A sequência do último show da 4.4 emocionou e foi bonito ver Léo Régis em paz com os meninos e Gui. A queda de Lázaro também merece menção, valorizando a humilhação de Diana, que tempos depois se casou com um quase clone de Gui. O casamento de Gordo e Eva destacou os personagens. A ideia de colocar Luan Santana preso para Lázaro lançá-lo no mercado da música foi criativo e uma grata surpresa. Vale citar ainda o retorno de Léo ao meio artístico, para alegria de Néia, e a cena final, com todo o elenco cantando com Milton Nascimento "Paula E Bebeto" (Qualquer forma de amor vale a pena), encerrando a novela. Foi lindo e de uma sensibilidade ímpar.


"Rock Story", deixando os baixos de lado e focando somente nos altos, foi uma novela muito gostosa de ser acompanhada e Maria Helena Nascimento merece um justo reconhecimento por esse seu primeiro trabalho solo. A produção teve um bom retorno do público e recebeu merecidos elogios da crítica. Apesar da audiência menor que as duas antecessoras ("Totalmente Demais" e "Haja Coração" tiveram dois pontos a mais na média geral), deve ser considerada um êxito. Música de qualidade, bons personagens e uma história simples, mas realizada com competência. Uma ótima estreia da autora, que cumpriu sua missão com louvor. Foram bons sete meses de rock, bebê.


36 comentários:

Kellen disse...

Pra variar, uma análise final que englobou TUDO. Acertos e erros.Mestre.

Anônimo disse...

Foi uma novela muito melhor que haja coração e l love Paraisópolis!!!foi ótima do começo ao fim.

Gustavo Nogueira disse...

Não achei essa novela incrível, teve suas falhas como vc mesmo disse e alguns rumos que deixaram a desejar.Mas foi boa de se assistir, muito melhor que a trama anterior e a autora Maria Helena Nascimento estreou bem o seu primeiro trabalho solo.Os grandes destaques foram a Ana Beatriz Nogueira, Vladimir Brichta, Alinne Moraes Nicolas Prattes, Rafael Vitti, João Vicente de Castro, Marina Moschen.Nathália Dill foi muito bem, mas ela não viveu seu melhor momento na televisão porque sua mocinha Júlia foi chata e imbecil demais e a Lorena morreu muito cedo, pra mim não foi destaque.Mas o casal com Vladimir teve mta química.No geral foi uma novela boa e gostosa de se acompanhar, apesar das falhas do roteiro e mudança de personalidade de alguns personagens,além dos meses finais de pura enrolação e barriga, dou nota 7.

porlapazyporlavida lc disse...

Que cena final de arrepiar.

Bia Hain disse...

Oi, Sérgio, como vai? Ouvi falar muito bem dessa novela, e esse elenco, maravilhoso! Espero que novas tramas bem desenhadas estejam por vir! Abraços!

Anônimo disse...

Mais uma análise final irretocável!

Germana Araújo disse...

Olá Sérgio!!
Mais uma ótima crítica final, parabéns.
Me apaixonei por Rock Story nos primeiros capítulos, então acabei relevando a maioria dos erros, como a morte precoce da Lorena, os comportamentos estranhos da Manu ou a mudança de personalidade da Diana; foram falhas grandes, mas não imperdoáveis.
Infelizmente, não dá pra dizer o mesmo da regeneração do Jaílson, do câncer do Nicolau ou do subaproveitamento do Miro e da Nina: a primeira pecou por ter sido tirada do nada e enfiada goela abaixo; o segundo não se desenvolveu como deveria, murchando no momento em que deveria crescer (quando foi revelado para os pais dele); e o terceiro foi bem decepcionante, pois os dois são bons atores (e cantores) e poderiam render um bom núcleo paralelo.
Quanto à "barriga", como comentei no outro post, não me incomodou porque gostei das situações, principalmente a superlotação do show que acarretou o fim da 4.4 (aliás, essa fugida do clichê com a banda "derrotada" no final é digna de elogios, embora tenha me deixado muito triste rs).
Quanto aos acertos, concordo com todos. Me divertia muito nos núcleos cômicos, todos impagáveis. O elenco todo estava ótimo, é até difícil destacar alguém; como consequência disso, todos os casais estavam em plena sintonia e davam gosto de torcer (curiosamente, achei que o mais insosso era justamente o protagonista, embora fosse muito bom, principalmente no início). E o último capítulo foi um dos melhores dos últimos tempos.
No mais, é isso. Abraços!!

Debora disse...

Olá Sérgio tudo bem???


Gostei bastante dessa novela e sentirei saudades!!!


Beijinhos;
Débora.
http://derbymotta.blogspot.com.br/

Leitora disse...

Olá Sérgio!

Texto excelente como sempre. Eu gostei bastante dessa novela ela só não foi nota 10 por causa dos erros. O resgate do Rock foi a melhor coisa apesar de ter um gosto musical eclético e ouvir, cantar, dançar de tudo numa boa acho chato essa desvalorização de alguns ritmos e enaltação de outros especialmente porque o Brasil pode ser tudo, mas nunca será uma marca só.
Também achei ótimo essa fuga da fórmula: Comédia Romântica outras tentaram e não deu muito certo, mas RockStory provou que apesar de um deslize aqui e um outro acolá pode funcionar sim. Basta ter um bom enredo, um ótimo elenco e não excluir a comédia 100% afinal o drama de Júlia (A frase Julia burra foi a mais usada aqui em casa), as armações de Lazaro, o Câncer de Nick e etc teriam sido pesados demais sem um pouco de graça e musica principalmente pelo momento que nós vivemos.
O ultimo capitulo foi bom demais eu sempre tenho alguma queixa a fazer do final das novelas, mas dessa vez eu não tive. Amei tudo. Só espero que o horário das 7 não sofra do mesmo que Malhação porque I love foi ruim, Totalmente bom, Haja ruim (salvo algumas exceções) e Rock bom, ou seja...

Italo disse...

As melhores críticas finais são as suas. NINGUÉM BATE.

Anônimo disse...

Eu goste muito da novela achei ela ótima mais confesso q minha única decepção com ela foi ter deixado casais secundários ótimos como zacsmin e lunic de lado e apagados na reta final e no último capítulo acho q eles mereciam muito pelo menos uma cena do último capítulo de romance fechando a história deles pelo menos uma ceninha só acho mas no mais eu gostei bastante da novela foi uma excelente novela das sete vou sentir bastante saudades

Anônimo disse...

Oi Sergio, depois de um tempinho volto aqui para comentar dessa novela maravilhosa.
Confesso que quando saíram as primeiras noticias estava achando tudo muito estranho, principalmente a parte da Alinne com Rafa Vitti e jurava que seria péssima mas quem bom que estava enganada.
Uma coisa que reparei é que a autora é realmente cria de Gilberto Braga nos seus melhores trabalhos. Essa maneira de fazer novela em que uma especifica historia começa a ser lançada em pequenos assuntos até se tornar a historia principal e depois ter seu fim até que outra vire assunto principal é muito Gilberto (ficou meio confuso mas espero que de para entender o que quis dizer rsrs)
A novela me surpreendeu já no primeiro capitulo com aquelas cenas eletrizantes e passei a acompanhar até virar vicio total rs
O texto, direção e atores estavam em plena sintonia, era perceptível.
Gui era um personagem incrível e que bom que caiu nas maos do Vladmir que esteve sensacional.
Diana brilhantemente interpretada pela Alinne Moraes ( procurava noticias de Rock Story muito por causa dela que me apaixonei em Além d Tempo) e Julia/Lorena por Nathalia Dill igualmente brilhante ( alias gosto dela desde qdo ela era a rainha das mocinhas das seis principalmente em Escrito nas Estrelas)
Dos mais novos me apaixonei por Zacsmin. Não tinha assistido Malhação onde fizeram casal mas depois que me apaixonei pelo casal em RS fui dar uma olhada e realmente a química deles sempre esteve presente mas com uma historia com mais base.
Lunic também, lindos, assim com Gordeva, Ramoneia e Leo e Stefani
Apesar de amar a novela, não sou cega de fingir que não teve alguns erros que vou relevar por ser a primeira novela da Maria Helena como titular
Minha primeira reclamação vai para as imagens da Diana e Gui que estavam no clipe e não foram mostradas, poxa pq não aproveitaram? já começaram com a separação do casal.
Em relação as traições do Gui vejo que boa parte do público gosta de tudo "desenhado" já que inúmeras vezes foi falado sobre isso mais muitos não acreditavam que as traições aconteceram. Digo isso pq até minha mãe falava que nunca viu o Gui trair qdo eu defendia a Diana. Impressionante como tudo tem que ser mostrado nos mínimos detalhes.
Acho que a história do Nicolau também poderia ser bem melhor explorada e daria muitas cenas lindas.
Miro e Nina foram uma dupla que não deu muito certo né, pelo menos na minha opinião.
Fora as mudanças de personalidades momentâneas da Manu, Diana e Yasmim.
Bom olhando assim parece que tbm mudei de personalidade e nao gostei da trama mas como já disse n inicio, amei a novela mesmo com esses defeitos. No saldo total foi excelente e deu oportunidades para novos talentos fora a trilha sonora maravilhosa
Antes que termine preciso falar de Ana Beatriz Nogueira, que atriz fantástica em mais um grande papel.
O último capitulo fechou com chave de ouro essa linda história, fiquei emocionada.
Parabéns a todos os envolvidos
Obs1: Achei estranho um Tom virar rapper mas depois lembrei que ele sonhou uma vez com isso, autora realizou o sonho dele rs
Obs2:Pode ser ignorância minha mas nunca consegui entender pq Julia era coreografa da banda se eles não dançavam já que estavam sempre presos aos instrumentos. No clipe ok mas nos shows não entendi

Bjos Sergio

Mariana


Oathkeeper disse...

Novelas e séries musicais deveriam ser feitas por artistas capazes de agrupar esses talentos. Entretanto, nada disso comprometeu RockStory, que terminou falando com carinho de samba, de pop, de MPB, de sertanejo, de rock e por aí vai…

Oathkeeper disse...

A arte se promove como livre, mas ela também se compartimenta. Não é incomum encontrar quem defenda o propósito da arte de ser tudo que ela quiser, mas que segmente a mesma por gênero ou público-alvo. Tudo é arte, mas nem tudo é arte. Vivemos num mundo em que as pessoas vão para as redes sociais ditar o que é erudito, o que é artístico, o que é medíocre e o que é correto de se fazer ou criticar.

Izabel Ramos disse...

RockStory terminou depois de uma jornada que eu considero irrepreensível. Em grande parte, esse sentimento veio de uma sensação de que a novela nunca economizou criatividade, nunca travou a própria história e funcionou quase como num sistema de temporadas, em que as tensões eram construídas e preservadas por um tempo calculado, sem que permanecessem arrastadas, como se livrar-se delas fosse condenar a novela ao marasmo. Uma vez encerrado um plot, a novela partia para outro e se esforçava para dar uma ideia cíclica aos seus enredos, fazendo-os crescerem e explodirem na medida das nossas expectativas. Estou fazendo uma pequena comparação com as séries de TV porque é natural o nosso impulso de querer preservar a novela como ela é. em nenhum dos casos a autora permaneceu no campo da superficialidade, mas ele foi para direções que ainda me surpreendem de tão incomuns.
um enredo podia se desenvolver por várias semanas, até encontrar seu fim e outro ponto de tensão começar a ser construído. Em RockStory, contudo, havia mais fluidez, porque seja com muito ou pouco tempo, tiveram condições de crescer na história para além de suas funções meramente retardatárias.

Anônimo disse...

Além disso, a novela foi extremamente eficiente na maneira como abordou seus pares românticos com paciência e equilíbrio. Por exemplo Zac e Yasmin foram construídos tão minuciosamente que não era difícil se pegar torcendo de verdade pela relação dos dois ao contrário de Gui e Arlete em Verdades Secretas.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Kellen!

Sérgio Santos disse...

Bem melhor, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Exatamente, Gustavo.

Sérgio Santos disse...

Foi mesmo, porlapazy!

Sérgio Santos disse...

Foi mt boa, Bia!

Sérgio Santos disse...

Obrigado, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Germana,sempre com ótimos comentários. É isso! bjsssss

Sérgio Santos disse...

Eu tb, Debora.

Sérgio Santos disse...

Boa observação sobre essa alternânciade novela boa e ruim, Leitora... É verdade.

Sérgio Santos disse...

Valeu, Italo.

Sérgio Santos disse...

É msm, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Bom vê-la de volta, Mariana. E entendi perfeitamente. Aliás, que comentário perfeito. Eu concordo com cada vírgula!!!! E isso da Julia coreógrafa ficou mal feito msm, até ofato dela lançar lá o tal livro

Sérgio Santos disse...

Sim, Oath.

Sérgio Santos disse...

Foi uma ótima novela,Izabel.

Sérgio Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sérgio Santos disse...

Anonimo, a relação de Verdades Secretas não era pra ter torcida. Era um pedófilo com uma assassina...

Anônimo disse...

Sem dúvida, Alex e Angel mereciam arde no mármore do inferno como dizem os muçulmanos. kkkk

Devo esclarecer que o personagem Alex não é pedófilo pois denomina-se pedofilia o distúrbio psicológico em que um adulto sente desejo sexual por crianças e sentir desejo não é crime, crime é consumar o desejo, nesse caso o crime é estupro de vulnerável que se caracteriza por ter relações sexuais ou praticar atos libidinosos com menor de 14 anos.

Veja o que diz a lei:ENTRE 14 E 17 Com 14, 15, 16 e 17 anos, a lei diz que os (as) adolescentes têm capacidade de consentir com a transa. Portanto, se for consentido, o (a) adolescente pode transar mesmo que o (a) parceiro (a) seja maior de idade

Nota: e se fosse o contrário? Se fosse uma mulher de de 40 anos com um rapaz de 16-17 anos, com consentimento? Esta mulher também seria presa por pedofilia??

Continuem com a página. Já pensou em trabalhar como critica de cinema...

Oathkeeper disse...

Bandas formadas apenas por mulheres são raras não por causa da falta de talento, dedicação ou interesse, mas porque as mulheres têm sido jogadas de escanteio em quase todas as etapas do caminho. Embora o rock tenha levantado muros contra as mulheres durante décadas, elas se recusaram a ficar de fora — e o quanto mais recusam, mais aberta a indústria da música se torna para as mulheres.

Sérgio Santos disse...

Nunca pensei, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Verdade, Oath.