segunda-feira, 27 de março de 2017

Maior trunfo da novela, Vera Holtz carrega a reta final de "A Lei do Amor" nas costas

"A Lei do Amor" sofreu várias alterações em virtude da baixa audiência e da interferência dos grupos de discussão. Muitas dessas mudanças foram péssimas para o enredo de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, prejudicando o conjunto do folhetim (dirigido por Denise Saraceni) ---- que está em plena reta final ---- e retirando de cena bons personagens, implicando ainda na aniquilação da personalidade de vários que permaneceram. Entretanto, uma única situação ficou melhor e foi justamente o crescimento da vilania de Magnólia (Vera Holtz).


A personagem sempre foi uma das mais atrativas da história e foi a mentora do plano que separou Pedro (Reynaldo Gianecchini) e Helô (Cláudia Abreu) na primeira fase. Porém, ao longo da segunda fase, a vilã apenas proferia frases de efeito e pouco agia. Apenas ameaçava e muitas vezes ficava de lado, enquanto Tião (José Mayer) era o autor das maiores vilanias da trama, enfrentando todos e mandando executar seus inimigos. Ela guardava vários segredos e todo esse mistério em volta da matriarca da família Leitão era mantido escondido pelos autores.

Com as mudanças no roteiro, os 'sigilos' de Mag foram quebrados mais cedo e a sua verdadeira face foi mostrada para o público. O intuito era, claramente, deixá-la como uma figura dúbia por um bom tempo, mas as mexidas na história fizeram a grande vilã ser completamente exposta assim que o seu caso de 20 anos com Ciro (Thiago Lacerda) foi revelado.

sexta-feira, 24 de março de 2017

"The Voice Kids" se firma como um dos maiores êxitos da Globo aos domingos

O "The Voice Kids" estreou no início de janeiro e a segunda temporada vem repetindo os bons índices de audiência da primeira, comprovando que o público aprovou mesmo a versão 'júnior'. E não é muito difícil descobrir as razões para o êxito do programa, principalmente comparando com o formato adulto, que já teve cinco temporadas e anda bastante desgastado. São vários pontos que contam a favor.


É incontestável a espontaneidade que crianças trazem em qualquer atração e não é diferente no "The Voice". Todas transbordam carisma e graça, despertando uma simpatia imediata do público. Tanto que é triste quando o menino ou a menina é reprovado, mesmo não cantando tão bem. E as respostas deles durante as rápidas conversas com os técnicos sempre rendem algumas pérolas divertidas, muito em virtude da inocência dos pequenos. Mas não é só de graciosidade que vive a atração.

Vários participantes impressionam pela potência vocal e muitas crianças se mostram bem mais talentosas do que alguns aprovados no formato adulto. O repertório é outra qualidade delas. As músicas escolhidas são quase sempre clássicos da MPB, rock, pop, entre tantos outros gêneros conhecidos, inclusive o sertanejo, só que o de raiz, muitas vezes esquecido pelos novos artistas que surgem.

quinta-feira, 23 de março de 2017

"Novo Mundo" estreia com clima de aventura e muito capricho

"Um mundo novo. Um mundo de novas paixões e novas histórias. Um mundo de novas aventuras e novas surpresas. E nesse mundo novo tudo pode acontecer." O teaser de "Novo Mundo" passou de forma simples tudo o que a nova novela das seis tem a apresentar. A trama dos estreantes Thereza Falcão e Alessandro Marson estreou nesta quarta (22/03) ---- estratégia controversa já quase fixada pela Globo em prol de uma audiência maior ----, substituindo a fraca e esquecível "Sol Nascente", que saiu do ar com a sensação de 'já foi tarde'.


A novela, dirigida por Vinícius Coimbra, é ambientada no século XIX, e começa em 1817, há 200 anos, período em que Dom Pedro (Caio Castro) se casa por procuração com Leopoldina (Letícia Colin), em virtude de um acordo político. É justamente na viagem da princesa austríaca para o Rio de Janeiro que Anna Millman (Isabelle Drummond) e Joaquim Martinho (Chay Suede) se conhecem, os mocinhos do enredo. Ou seja, a proposta do novo folhetim é ter a história do Brasil como pano de fundo, apresentando uma espécie de conto de fadas para embalar o romance dos protagonistas, que ainda terão um vilão maquiavélico como obstáculo ---- o Thomas Johnson (Gabriel Braga Nunes), responsável pela segurança Real.

A trama acabará em 1822, quando Dom Pedro e Leopoldina forem declarados imperadores do Brasil. Até lá muitos conflitos e dramas ficcionais serão abordados durante uma época que faz parte do conteúdo de qualquer aula de história, quando o Brasil fica independente de Portugal.

terça-feira, 21 de março de 2017

Sem emoção e esquecível, "Sol Nascente" teve poucas qualidades

Foram praticamente sete meses no ar. "Sol Nascente" chega ao fim nesta terça, após longos meses apresentando um roteiro raso, repleto de equívocos e modorrento. A novela de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fisher, dirigida por Leonardo Nogueira, foi fraca do início ao fim e já não empolgava desde as primeiras chamadas. Portanto, o roteiro decepcionante não chegou a ser uma surpresa, principalmente ao analisar os últimos folhetins repetitivos de Negrão.


Embora não tenha participado ativamente da escrita dessa novela em virtude de problemas de saúde, a sinopse era do autor e ele supervisionou a obra durante todo o período de exibição. A maior prova disso era a quantidade de semelhanças com outros trabalhos do escritor, principalmente envolvendo o vilão e os mocinhos. A audiência da produção foi satisfatória (teve média de 21 pontos), embora tenha derrubado os índices do fenômeno "Êta Mundo Bom!". Entretanto, os números não refletiram a qualidade da trama e muito menos a repercussão, que foi nula.

A novela começou com belíssimas imagens, mas pouca história. E, lamentavelmente, a primeira impressão acabou se firmando ao longo dos meses. Recheada de personagens desinteressantes e conflitos bobos, a produção não se sustentou nem por dois meses. Antes mesmo de chegar na metade, já havia ficado claro que o enredo não teria estrutura para ficar no ar por sete meses.

sexta-feira, 17 de março de 2017

"O Rico e Lázaro" apresenta um bom começo

"A Terra Prometida" ficou quase nove meses no ar. A trama estreou em julho de 2016 e só acabou nesta segunda-feira (13/03). Embora não tenha repetido o fenômeno de "Os Dez Mandamentos", a audiência foi satisfatória e houve uma nítida melhora na qualidade dos cenários e figurinos, embora o exagero nas interpretações e a barriga (comum em produções da emissora que sempre são esticadas) tenham continuado ---- o último capítulo, por sinal, foi tão fraco quanto o da produção anterior. Agora a missão da Record é manter os bons índices com "O Rico e Lázaro", nova novela bíblica da emissora que acabou de estrear.


Escrita por Paula Richard (que foi uma das colaboradoras de "Os Dez Mandamentos") e dirigida por Edgar Miranda, a nova trama é inspirada em uma parábola bíblica que começa 600 a.C., quando dois homens morrem no mesmo dia e um vai para o paraíso e o outro para o inferno. O enredo é uma passagem do livro sagrado dos cristãos em que Jesus fala aos seus discípulos. A primeira cena do primeiro capítulo foi justamente a imagem de uma pessoa no inferno (uma espécie de umbral), em meio a vários efeitos especiais.

Após a cena citada, um momento de batalha virou o centro das atenções, liderado por Nabucodonosor (Heitor Martinez), poderoso imperador da Antiguidade. A sequência ficou muito bem feita e se mostrou infinitamente melhor do que todas as cenas do mesmo tipo exibidas em "A Terra Prometida" e "Os Dez Mandamentos" juntas.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Laura Cardoso foi o único acerto de "Sol Nascente"

A atual novela das seis está perto do seu fim e pouco se salvou do enredo, infelizmente. Foram muitos problemas no frágil roteiro ao longo de sua exibição, entre outros equívocos. Mas, ao menos os autores Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fischer acertaram na escolha da espetacular Laura Cardoso para viver a grande vilã da trama. A fria Dona Sinhá foi o ponto alto do folhetim dirigido por Leonardo Nogueira.


A maldosa velhinha aparentemente simpática e doce se mostrou uma bela ideia dos escritores, que aproveitaram o imenso talento da intérprete para destacar o perfil em um desanimador conjunto de tipos apáticos e sem carisma. Assim que entrou na novela ---- a produção já estava no ar há quase um mês quando a vilã chegou, tendo César (Rafael Cardoso) na figura de grande malvado até então ----, Laura já mostrou que dominaria todos os momentos com facilidade. E assim o fez.

Dona Sinhá logo se mostrou uma senhora debochada, cruel e fria, capaz de qualquer coisa para atingir seu maior objetivo: seguir com sua lavagem de dinheiro --- usando a jogatina como arma --- e de quebra se vingar de Tanaka (Luis Melo) através do neto, César, que manipulava Alice (Giovanna Antonelli), filha do inimigo que demitiu seu filho anos atrás, 'provocando' a morte do rapaz.

terça-feira, 14 de março de 2017

Enquanto "A Lei do Amor" abusa do machismo, "Rock Story" aborda o tema com competência

Machismo é um mal que acomete a sociedade. E é algo que sempre esteve presente nas novelas antigamente, mesmo que de forma involuntária, através de homens manipuladores que bancavam os 'machos viris', enquanto as mulheres eram sempre as frágeis e indefesas, entre tantos outros exemplos. Mas, ao longo do tempo, tudo veio melhorando, ainda que esteja longe do ideal. As mocinhas (não todas, diga-se) deixaram de ser tontas e os perfis masculinos passaram a apresentar lados mais sensíveis. Toda essa longa introdução tem o objetivo de expor a diferença na abordagem do tema em duas novelas: "Rock Story" e "A Lei do Amor".


Na atual novela das sete, Léo Régis (Rafael Vitti) vazou fotos nuas (o popular 'nude'') de Diana (Alinne Moraes) para se vingar da ex, que o abandonou em pleno altar. A situação não é meramente folhetinesca, pois acontece muito na vida real. Inclusive com famosos. E é uma atitude que expõe o machismo na sua mais cruel forma, além de ser crime. Afinal, trata a mulher como mero objeto e a exposição sempre rende xingamentos de 'vagabunda', 'vadia' e afins, enquanto o homem nunca é hostilizado como merece pelo que fez.

A atitude do cantor foi tratada na história com extrema condenação, inclusive dos seus familiares ---- nem mesmo a mãe Néia (Ana Beatriz Nogueira) e a irmã Yasmin (Marina Moschen) lhe apoiaram ----, iniciando uma fase mais maquiavélica do personagem. Não houve qualquer justificativa a esse seu ato.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Ótimo como Léo Régis, Rafael Vitti se destaca em "Rock Story"

Ele foi uma grata revelação de "Malhação Sonhos" e conquistou o público interpretando o atrapalhado Pedro, que formou um casal de grande sucesso com a esquentadinha Karina (Isabella Santoni) em 2014. Depois da bem-sucedida temporada escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, Rafael Vitti fez uma participação no quadro "Não se apega, não", do "Fantástico" (2015), e esteve na primeira fase de "Velho Chico" (2016), vivendo o vilão Carlos Eduardo. Agora, em "Rock Story", o ator brilha na pele do mimado Léo Régis, fazendo jus ao destaque que tem na trama de Maria Helena Nascimento.


O personagem é uma ótima crítica da autora a todos esses artistas adolescentes que surgem sem nenhuma bagagem, se deslumbrando rapidamente com a fama e o sucesso. Léo Régis é um ícone pop que começou a se destacar na mídia quando lançou a música "Sonha Comigo", canção escrita por Gui Santiago (Vladimir Brichta), que o acusa publicamente de roubo. O rapaz nunca se importou com as acusações do rival e sempre faz questão de provocá-lo, aumentando o ódio entre os dois. Para culminar, ele ainda se envolveu com Diana (Alinne Moraes), ex-esposa de Gui.

O cantor também é superprotegido pela mãe, a controladora Néia (Ana Beatriz Nogueira), e sua relação com a irmã Yasmin (Marina Moschen) ficou estremecida quando soube que a garota está namorando Zac (Nicolas Prattes), filho de Gui e um dos integrantes da 4.4, banda que passou a rivalizar no mercado musical com ele.

quinta-feira, 9 de março de 2017

"BBB 17" se mostra uma edição sem lealdade, sem verdade e sem alma

A décima sétima edição do "Big Brother Brasil" tinha o grande desafio de não ter Pedro Bial apresentando, mas havia outra missão a ser encarada: apresentar um bom elenco, após o fenômeno Ana Paula (participante que entrou para a história do reality ano passado, provocando uma imensa repercussão e elevando a audiência). Embora Tiago Leifert jamais consiga ser igual ao apresentador anterior (nem teria como), ele acabou se encontrando no comando do formato. Porém, o time selecionado fracassou incontestavelmente.


A seleção parecia promissora e houve uma clara preocupação em priorizar a diversidade, fugindo daqueles padrões que o público do "BBB" já estava acostumado, onde os sarados, jovens e 'gostosonas' eram maioria e os 'normais' exceções. Quase todos da atual edição se encaixavam na categoria de pessoas 'comuns' e o time chegou a empolgar no começo. Mas foi um mero 'fogo de palha'. Com o passar das semanas, foi ficando evidente que vários ali não se entregaram ao programa e muito menos se mostraram jogadores carismáticos.

O que costuma mover um bom reality show é a formação de alianças e ótimos embates, despertando rivalidades empolgantes. Tanto que isso resulta em torcidas ferrenhas em provas do líder, do anjo, da comida, enfim... O jogo bem disputado provoca um clima de tensão constante ao mesmo tempo que não impede momentos de diversão.

terça-feira, 7 de março de 2017

Sem rumo, "A Lei do Amor" não tem mais história para contar

"A Lei do Amor" acaba em abril, ou seja, falta cerca de um mês para o seu fim. Mas a novela parece ter acabado desde a morte de Fausto (Tarcísio Meira). Depois que o patriarca da família Leitão se vingou de Magnólia (Vera Holtz), sofrendo um infarto fulminante pouco tempo depois, a história não demorou para se esgotar e perder o rumo completamente. Vale citar, claro, que as inúmeras mutilações no roteiro em busca de uma maior audiência contribuíram bastante para isso. Porém, ainda assim, o conjunto vem se mostrando bem frágil.


O único acontecimento relevante, exibido semana passada, foi o flagra que Letícia (Isabella Santoni) deu em Tiago (Humberto Carrão) e Marina (Alice Wegmann), batendo no marido e na amante. A sequência mereceu elogios e, por sinal, foi a responsável pela maior audiência da novela, superando até a estreia, marcando 32 pontos. Esse irritante triângulo amoroso, inclusive, é só o que sobrou no enredo. Tirando isso não há mais nada a ser contado, evidenciando uma clara invenção de conflitos forçados para preencher o tempo dos capítulos, desfigurando até mesmo características de vários personagens. 

O casal protagonista, por exemplo, foi destruído. Os mocinhos faziam parte da cota de acertos do folhetim, cuja química entre Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu era incontestável. Entretanto, Pedro e Helô ficaram sem conflito e perderam o destaque que tinham.

sexta-feira, 3 de março de 2017

"Novo Mundo": o que esperar da próxima novela das seis?

A missão da próxima novela das seis será devolver a qualidade ao horário. Afinal, após uma trinca de ouro formada por "Sete Vidas", "Além do Tempo" e "Êta Mundo Bom!", a faixa decaiu muito com "Sol Nascente", um folhetim insípido, inodoro e incolor. Mas, se as convidativas chamadas forem apenas um preâmbulo de tudo o que virá pela frente, o público será presenteado com uma produção bastante caprichada ---- cujo clipe pode ser conferido aqui.


Escrita por Alessandro Marson e Thereza Falcão (que estreiam a primeira novela, após vários trabalhos como colaboradores), a trama é dirigida por Vinícius Coimbra e é ambientada há quase 200 anos, época que a arquiduquesa austríaca Leopoldina (Letícia Colin) fez uma travessia do Atlântico para o Brasil com o intuito de se tornar esposa de Dom Pedro (Caio Castro), personagem fundamental no processo de independência do país. Ou seja, o contexto histórico será mesclado com elementos ficcionais, servindo como pano de fundo para o enredo.

Nessa viagem, em meio a marujos, artistas, oficiais, cientistas e aventureiros, dois jovens se apaixonam e despertam para um novo mundo. Essas duas pessoas são a professora de português Anna Millman (Isabelle Drummond) e o ator Joaquim Martinho (Chay Suede), que viverão uma bela história de amor entrelaçada à luta do Brasil pela construção de uma nação independente.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Melhor humorístico do país, "Tá no Ar: a TV na TV" mantém o fôlego na quarta temporada

Manter o frescor de um produto não é uma tarefa nada fácil, ainda mais tratando de humor na televisão. O risco da repetição, culminando em um desgaste, muitas vezes é inevitável. Exemplos não faltam, afinal, basta lembrar do antigo "Zorra Total" (antes da benéfica renovação), que já tinha perdido a graça há tempos, ou então do "Pânico na Band", que vem pecando na mesmice ano após ano. Mas, ao contrário das atrações citadas e de tantas outras, o "Tá no Ar": a TV na TV" é uma honrada exceção nesse meio.


O programa já está em sua quarta temporada e com o mesmo fôlego da primeira, exibida em 2014. O formato vem colecionando elogios desde a bem-sucedida estreia, abusando das piadas certeiras e muitas vezes bastante corajosas em todos os episódios. São quatro anos não poupando ninguém, sobrando para a própria Globo, além de políticos, comerciais, desenhos, artistas, filmes, séries, novelas, enfim. As tiradas bem-humoradas têm um ritmo frenético, fazendo o tempo (pouco mais de 30 minutos da atração) passar voando.

É impressionante como o roteiro de Marcelo Adnet, Marcius Melhem, Maurício Farias e equipe é inspirado, conseguindo brincar e atingir em cheio todos os alvos. E a liberdade que a emissora dá a eles fica evidente em todos os programas, pois não há qualquer limite imposto.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Alinne Moraes brilha na pele da complexa Diana em "Rock Story"

Uma das qualidades da atual novela das sete é a presença de vários personagens bem construídos. "Rock Story" apresenta muitos perfis cheios de camadas, evitando o tradicional maniqueísmo de bem X mal, embora algumas vezes tenha mesmo esse tradicional embate, até para honrar os elementos de um bom folhetim. E o tipo mais complexo da trama de Maria Helena Nascimento, dirigida por Maria de Médicis e Dennis Carvalho, é a Diana, vivida com brilhantismo por Alinne Moraes.


A personagem foi casada com o protagonista Gui Santiago (Vladmir Brichta) e tem uma filha com ele. Empresária bem-sucedida e sócia da Som Discos, empresa que tem em sociedade com seu pai, o bonachão Gordo (Herson Capri), Diana é uma mulher arrogante e mimada. Trata os outros com um ar de superioridade e não mede esforços para conseguir o que quer. Sempre foi perdidamente apaixonada pelo marido, mas acabou dando um basta na relação, após várias atitudes inconsequentes dele, levando em consideração ainda muitas traições do roqueiro.

Para se vingar do pai da sua filha, acabou iniciando um relacionamento com Léo Régis (Rafael Vitti), o grande rival do marido, que fez um grande sucesso cantando "Sonha Comigo", música de autoria de Gui (que o acusa de roubo). Porém, ela nunca amou o rapaz mais jovem e sempre o tratou como um mero passatempo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Após início inseguro, Tiago Leifert se encontra no "BBB 17"

Substituir um apresentador icônico como Pedro Bial e que ainda por cima apresentou o "Big Brother Brasil" por 16 temporadas não seria nada fácil. Portanto, era perfeitamente compreensível a dificuldade que o novo 'comandante' do "BBB" teria ao assumir a função. A escolha do desenvolto Tiago Leifert para encarar o desafio foi natural, levando em consideração o seu desempenho no "The Voice Brasil" e "Kids", além de sua superexposição desde que entrou para a área de entretenimento da Globo. E até ele enfrentou complicações no começo. Mas, felizmente, tudo vem se acertando com o tempo.


O início do "BBB 17" foi bastante questionável, levando em conta principalmente a falta de consideração da equipe do programa com Bial. Não fizeram uma homenagem sequer a ele e começaram a nova edição ignorando por completo a sua existência. Fazer isso com um apresentador que foi tão importante para a história do reality é imperdoável. Para culminar, Leifert teve um começo desanimado e parecia uma figura meramente decorativa. Ou seja, a conjunção de fatores não era nada boa, facilitando a rejeição.

O novo comandante da atração apenas dizia o texto, sem grandes empolgações, e interagia timidamente com os participantes, muitas vezes fazendo brincadeiras que claramente tinham a intenção de criar uma proximidade inexistente. O estranhamento inicial era natural e inevitável, mas parecia pior do que o esperado.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Emanuel Jacobina destrói sua história e subestima o público em "Malhação - Pro Dia Nascer Feliz"

"Malhação - Pro Dia Nascer Feliz" acaba em abril. Emanuel Jacobina emendou duas temporadas (também foi o autor da anterior, cujo subtítulo foi  "Seu Lugar no Mundo") e a atual trama vem repetindo os mesmos problemas da passada: a perda total de rumo do enredo. É evidente que a história se esgotou antes mesmo da metade e muito em virtude da falta de um bom encaminhamento de situações que pareciam promissoras. Quase tudo foi destruído ao longo dos meses, sem maiores explicações.


O escritor se preocupou em criar uma boa trama central e até conseguiu, tanto que a rivalidade entre a mocinha Joana (Aline Dias) e a vilã Bárbara (Bárbara França) é um dos poucos acertos que restou na temporada --- muito embora peque na repetição em vários momentos, cujos diálogos já se esgotaram. Entretanto, tudo que cerca essa rivalidade foi sendo aniquilado aos poucos. Ou seja, os conflitos paralelos (alguns deles inicialmente bem atrativos) foram completamente alterados, ignorando qualquer lógica e subestimando a inteligência do telespectador.

O casal formado por Lucas (Bruno Guedes) e Juliana (Giullia Gayoso), por exemplo, é um dos casos mais gritantes. O grafiteiro tímido sempre foi apaixonado pela patricinha e a aproximação se deu através do clássico jogo de gato e rato, típico da teledramaturgia. Os dois viviam se implicando até que começou a surgir um clima.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Machismo permeia irritante triângulo formado por Tiago, Marina e Letícia em "A Lei do Amor"

Que "A Lei do Amor" se perdeu depois das mutilações em virtude da baixa audiência todos já estão cansados de saber. Porém, uma situação que se mostrou equivocada desde o início da trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari foi o triângulo amoroso composto por Tiago (Humberto Carrão), Isabela (Alice Wegmann) --- agora Marina --- e Letícia (Isabella Santoni), a partir da segunda fase. O machismo sempre esteve presente nessa trama, provocando um sério incômodo que foi aumentando com o tempo.


A filha de Helô começou a história se recuperando de um câncer e os autores já colocaram o namorado Tiago cansado da relação, demonstrando claramente que não a amava mais. Pouco tempo depois, ele se apaixonou perdidamente por Isabela e ela, apesar de uma resistência inicial, retribuiu o sentimento. O rapaz ficou em cima da garçonete, sem demonstrar qualquer remorso em virtude do seu relacionamento com Letícia. Não demorou para os dois iniciarem um caso. E toda essa construção foi feita de forma equivocada por Maria Adelaide e Vincent.

A paixão de Tiago e Isabela ficou rasa e a relação aconteceu rápido demais. Já o fato do personagem ter traído a namorada e adiado ao máximo o término do noivado também prejudicou a empatia do par. A intenção era expor um Tiago humano, longe da perfeição dos certinhos (perfis muitas vezes cansativos). Mas não funcionou. Pelo contrário.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

"Vídeo Show" finalmente reencontra o seu DNA

Um dos programas mais longevos da Globo é o "Vídeo Show". Está no ar há 34 anos. Um período bastante respeitável. Porém, uma atração que fica tanto tempo na grade acaba sofrendo um natural desgaste. E o formato vespertino vinha sofrendo bastante nos últimos anos. A mudança mais drástica e reprovável foi quando Zeca Camargo assumiu a função de apresentador. Nada deu certo. Mas, felizmente, houve uma grande melhora com a escolha de Monica Iozzi e Otaviano Costa como apresentadores, embora o conteúdo tenha continuado equivocado e longe das origens. A saída de Monica foi um banho de água fria no ressurgimento do programa, que havia voltado a ter uma boa resposta do público. Só que aos poucos tudo foi se acertando.


Apesar do erro de Maíra Charken na bancada, fracassando na missão de substituir Monica, a direção foi fazendo um rodízio de apresentadores até efetivar Joaquim Lopes ao lado de Otaviano. Era isso, aliás, que deveria ter sido feito desde a saída dela. Os dois sempre tiveram entrosamento de sobra, formando uma boa dupla. Agora o programa vem sendo muito bem comandado por eles, que claramente se divertem na bancada e têm intimidade para brincadeiras entre as matérias, sem que as mesmas pareçam forçadas ou artificiais. Ou seja, o problema na apresentação havia sido solucionado com sucesso. Só faltava mesmo o conteúdo. Entretanto, não falta mais.

O formato trouxe de volta o DNA que o consagrou. O foco das matérias voltou a ser os bastidores das produções da emissora e da televisão, deixando de lado reportagens inúteis sobre cantores sertanejos e celebridades. O "Novelão da Semana" se firmou de vez e agora é apenas "Novelão", pois não há mais uma duração específica, dependendo do folhetim em questão.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Loucura de César em "Sol Nascente" expõe a falta de criatividade de Walther Negrão

É de conhecimento público que Walther Negrão deixou de ser o autor titular de "Sol Nascente" ainda no início da novela em virtude de problemas de saúde (foi internado algumas vezes). A trama das seis ficou sob o domínio de Suzana Pires e Júlio Fischer, dois escritores que nunca assinaram um folhetim (eram apenas colaboradores). Entretanto, claro que Walther segue supervisionando a sua obra. A prova é a presença de vários traços dele no enredo. E a loucura de César (Rafael Cardoso), faltando menos de dois meses para o fim da produção, expõe isso com mais nitidez, evidenciando ainda a falta de criatividade do escritor.


O vilão começou a história tramando para se vingar da família de Alice (Giovanna Antonelli), usando a mocinha através de um relacionamento sem amor, e tudo sob o comando da avó, a maquiavélica Dona Sinhá (grande Laura Cardoso). Com o tempo, no entanto, César se apaixonou de verdade pela mulher, iniciando um comportamento cada vez mais agressivo. Agora o personagem surtou de vez e virou um psicótico, assassinando até mesmo João Amaro (Rafael Zulu), seu comparsa, somente porque a avó demonstrava clara preferência por ele. Fica claro que o inicialmente calculista malvado se transformou em um maluco em potencial.

Só que a grande questão de todo esse encaminhamento do roteiro é a repetição do autor. Praticamente todas as suas novelas tem exatamente o mesmo desfecho envolvendo o vilão: todos enlouquecem no final. E isso já vem de muito tempo.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Alice Wegmann tem suas facetas bem exploradas e se destaca em "A Lei do Amor"

Infelizmente, "A Lei do Amor" se perdeu após as mutilações feitas por causa da baixa audiência, cedendo aos grupos de discussão e intervenções de terceiros. Muitas situações ficaram forçadas e inverossímeis, prejudicando o conjunto do enredo. Porém, o elenco segue brilhando, apesar de todos os problemas. E um dos ótimos nomes, que vem ganhando um merecido destaque nas últimas semanas, é Alice Wegmann.


A atriz se saiu muito bem no período que interpretou a destemida Isabela, menina que acabou virando alvo de Tião (José Mayer) quando se envolveu com Tiago (Humberto Carrão), prejudicando o relacionamento do covarde rapaz com Letícia (Isabella Santoni), filha do vilão. Inicialmente retraída e sempre na defensiva, a personagem acabou se desarmando aos poucos em virtude de sua amizade com Flávia (Maria Flor), Élio (João Campos) e Zelito (Danilo Ferreira). Porém, seu passado e sua família nunca foram muito bem explicados. Havia um quê de mistério no ar.

A melhor cena  protagonizada por Alice na novela (até então) foi o momento em que Isabela teve uma briga séria com Tiago no barco, durante um passeio que os dois fizeram. Ela passou com competência a emoção da garota, que se indignou quando foi acusada injustamente pelo rapaz de ter sido comprada por Helô (Cláudia Abreu) para separá-lo de Letícia.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

"Pesadelo na Cozinha": mais um acerto gastronômico da Band

Ainda ancorada no sucesso do "MasterChef", a Band, além de emendar temporadas e ainda criar a versão "Júnior" (já extinta) e "Profissionais", resolveu aproveitar os carismáticos jurados do reality culinário em outras atrações. O primeiro contemplado foi Erick Jacquin, que ganhou um programa para chamar de seu: o "Pesadelo na Cozinha", que estreou na última quinta-feira de janeiro (dia 26).


Adaptação de "Kitchen Nightmares", formato comandado por Gordon Ramsay nos Estados Unidos, o programa consiste na salvação de restaurantes em sérias dificuldades financeiras. O chef se transforma em uma espécie de consultor, verificando primeiramente o que não está funcionando (incluindo cardápio, método de trabalho e higiene) e depois atuando junto da equipe, orientando e virando quase o dono temporário do estabelecimento.

Vale lembrar que o "Caldeirão do Huck", na Globo, já teve um quadro parecido chamado "Negócio Fechado", exibido em 2008. Luciano Huck recebia cartas de donos de restaurantes quase falidos e fazia uma grande reforma nos estabelecimentos, tendo a ajuda de um chef de cozinha, que orientava no funcionamento do local.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Aline Dias e Bárbara França se entregaram na briga entre Joana e Bárbara em "Malhação - Pro Dia Nascer Feliz"

"Malhação - Pro Dia Nascer Feliz" vem sofrendo do mesmo mal da temporada passada. Emanuel Jacobina se perdeu em seu próprio roteiro, fez e desfez  casais sem a menor noção de coerência, mudou características de personagens de forma rasa, enfim. Porém, a rivalidade entre a mocinha e a vilã da temporada foi um dos poucos casos que o autor conseguiu manter de forma convincente. E o resultado disso foi a ótima cena de briga protagonizada pelas duas semana passada, destacando a entrega das atrizes.


Joana (Aline Dias) e Bárbara (Bárbara França) vêm se enfrentando desde o início da temporada e tudo piorou quando descobriram que eram irmãs. A implicância da vilã virou ódio mortal, resultando em constantes ofensas, muitas delas racistas e xenófobas. A mocinha sempre revidou os xingamentos, não se intimidando com a rival, mesmo sendo sua patroa na academia Forma, local que pertence ao pai delas, Ricardo (Marcos Pasquim). Porém, após tantos enfrentamentos (ao longo de seis meses), uma briga física era mais do que aguardada.

E ela veio honrando a expectativa gerada. As duas se prepararam e desfilaram para o concurso Estrela Carioca, arrancando elogios da plateia presente. Entretanto, Bárbara sabotou Joana e rasgou um dos vestidos da irmã, que quase não conseguiu entrar na passarela ----- só desfilou graças ao plano de última hora das amigas Sula (Malu Falangola) e Tânia (Deborah Secco).

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Química entre Nicolas Prattes e Marina Moschen faz de Zac e Yasmin um ótimo casal de "Rock Story"

"Rock Story" não é uma novela repleta de cenas de casais. E o romantismo também não é o mote do enredo. Entretanto, os poucos casais que existem na trama são bem construídos pela autora Maria Helena Nascimento, que vem conseguindo juntar bons perfis, criando belos pares. Curiosamente, os mocinhos Gui (Vladimir Brichta) e Júlia (Nathalia Dill) acabaram ficando em segundo plano atualmente, em virtude da ausência de maiores conflitos na relação, cedendo espaço para os coadjuvantes. E um deles é o ótimo par formado por Zac (Nicolas Prattes) e Yasmin (Marina Moschen).


Os atores foram os mocinhos da fraca temporada "Malhação - seu lugar no mundo" e tiveram química, se mostrando gratas revelações do seriado adolescente. Porém, o roteiro fraco de Emanuel Jacobina e os perfis rasos prejudicaram o casal, que se perdeu ao longo dos meses, assim como toda a história encerrada em agosto de 2016. Agora está tudo diferente, com exceção da boa sintonia cênica já vista anteriormente. A autora e os diretores (Maria de Médicis e Dennis Carvalho) acertaram na escolha dos atores, principalmente porque acabaram corrigindo as falhas do casal Rodrigo e Luciana, mesmo de forma involuntária.

Zac e Yasmin representam o clássico dos opostos que se atraem, uma fórmula que dificilmente dá errado na ficção. Ele é filho de Gui e foi reconhecido pelo pai há pouco tempo, depois que a mãe do garoto sumiu no mundo, 'obrigando' o filho a viver com um sujeito que nunca tinha visto antes. A relação inicialmente foi conturbada, mas a convivência os aproximou, fazendo nascer um sentimento genuíno entre eles.