quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Débora Falabella mostrou seu conhecido talento na cena final de Irene em "A Força do Querer"

Após longos meses sem dizer a que veio e sendo uma decepção em se tratando de uma vilã, Irene teve um desfecho digno do talento de Débora Falabella em "A Força do Querer". A personagem prometeu bastante, mas cumpriu pouco durante da novela de Glória Perez. A 171 ficou resumida em planos bobos para atormentar Joyce (Maria Fernanda Cândido). A autora provou que realmente não sabe criar víboras marcantes. Uma pena. Porém, a morte da ex-amante de Eugênio (Dan Stulbach) resultou em uma ótima sequência.


A direção de Rogério Gomes e equipe fez toda diferença, transformando uma queda fatal em um momento aterrorizante. Irene se deparou com Eurico (Humberto Martins) e Silvana (Lília Cabral) no estacionamento de um edifício  e, já entrando em surto, foi atrás do marido da inimiga para provocá-la. A intenção funcionou, despertando a fúria de Silvana, que a estapeou várias vezes. Logo depois, Elvira (Betty Faria), Dantas (Edson Celulari) e Garcia (Othon Bastos) chegaram para surpreender a bandida, já desmascarada por Mira (Maria Clara Spinelli), que entregou todos os podres da ex-aliada.

A mau-caráter, então, se assustou e passou a correr pelo estacionamento, sendo perseguida pelos demais. Porém, Eurico e Silvana tinham dado carona para Yuri (Driko Alves) e seus amigos, todos devidamente caracterizados como personagens de animes, pois voltavam de uma festa Cosplayer. A situação fez a vilã surtar ainda mais, entrando em pânico e transformando aquelas crianças em seres tenebrosos.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Apesar da trama repetitiva, Lilia Cabral brilhou em "A Força do Querer"

Uma das qualidades de "A Força do Querer" é o bom espaço que os núcleos paralelos têm no enredo, sendo funcional também para a trama principal. Glória Prez conseguiu corrigir um erro frequente em seus folhetins, cujos conflitos secundários quase sempre se mostravam aleatórios e desinteressantes. Tanto que uma das situações mais atrativas do atual sucesso das nove da Globo foi o drama de Silvana, vivida pela sempre grandiosa Lília Cabral.


A personagem é uma viciada em jogo e esse conflito cumpre a função de 'merchandising social' (drama com função educativa), sempre presente nas novelas da autora. No caso desse enredo, divide espaço com a questão da transexualidade de Ivana (Carol Duarte). A arquiteta é uma mulher com excelente condição financeira, muito em virtude do seu casamento com o empresário Eurico (Humberto Martins). Apaixonada pelo marido e mãe de uma filha exemplar, a sensata Simone (Juliana Paiva), tinha tudo para ter uma vida perfeita. Mas, a jogatina destrói isso.

O que inicialmente era apenas a diversão de uma ricaça, acabou virando um tormento, implicando em uma sucessão de mentiras cada vez mais absurdas. O público acompanha essa 'saga' da cunhada de Joyce (Maria Fernanda Cândido) desde o início da novela e houve uma grande demora no andamento dessa questão. Várias vezes as situações pecaram pela repetição, embora não tenham chegado a se esgotar por completo em virtude do talento dos atores envolvidos.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Zezé Polessa cresceu merecidamente em "A Força do Querer"

"A Força do Querer" foi uma novela de sucesso e de perfis marcantes também. Glória Perez se mostrou bastante feliz na criação de muitos tipos variados, uns dramáticos e outros cômicos. Apesar de alguns atores terem sido subaproveitados (infelizmente), mesmo com o elenco bastante enxuto, vários ganharam um bom espaço no enredo. E um deles foi a hilária Edinalva, vivida por uma inspirada Zezé Polessa.


A personagem teve destaque logo no começo da novela, pois o enredo de Ritinha (Isis Valverde) era o foco inicial, desencadeando os primeiros conflitos da obra. A mãe da irresponsável e egoísta sereia se destacou nos momentos em que tentava dar um corretivo na filha, que sempre conseguia escapar pelas áreas da fictícia Parazinho. Também crescia quando rivalizava com o ranzinza Seu Abel (Tonico Pereira), protagonizando situações engraçadíssimas. Portanto, era um perfil que parecia promissor.

E realmente foi. O receio de que o papel ficasse perdido na história, deixando Zezé como figurante de luxo, logo foi deixado de lado. À medida que os meses passavam, Edinalva ganhava mais cenas e contextos hilários, destacando a conhecida veia cômica da intérprete.

sábado, 14 de outubro de 2017

Glória Perez faz bela homenagem aos policiais mortos em "A Força do Querer"

O Rio de Janeiro vive um período que pode ser considerado catastrófico. O país todo está em um momento caótico, mas a cidade maravilhosa consegue está pior. E um dos casos mais preocupantes é a violência, culminando ainda na falência das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora, antes vistas como uma esperança). Mais de cem policiais já foram mortos só esse ano e até o final desse texto algum outro terá morrido. Com base nisso, Glória Perez resolveu prestar uma justa homenagem aos policiais mortos no capítulo desse sábado (14/10) de "A Força do Querer".


Na penúltima semana de novela, a autora inseriu um novo personagem na trama que tinha como único objetivo morrer: o PM Gerson (Well Aguiar), amigo de Jeiza (Paolla Oliveira), que acompanhou a vitória da colega em uma luta de MMA. A amizade dos dois era antiga, segundo o roteiro, e a cumplicidade ficou mostrada nos breves momentos deles juntos. No final do capítulo de sexta (13/10), o policial foi assaltado e morto por dois marginais assim que a dupla viu a farda e uma arma no carro da vítima. "É policial", gritou um, implicando no imediato disparo do segundo, matando o rapaz.

Foi uma cena aterrorizante e que todo brasileiro já viu ou presenciou. A realidade disfarçada de ficção. Jeiza ainda matou um bandido, mas o outro escapou. O grito de desespero dela, logo após constatar a morte do amigo, representou a dor de 108 famílias de policiais que sofreram (e sofrem) esse ano. Paolla Oliveira deu um show de emoção e o momento arrepiou o telespectador.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Juliana Paes e Elizângela emocionam em "A Força do Querer"

A poucos dias do seu fim, "A Força do Querer" vem obtendo uma audiência acima dos 40 pontos quase diariamente. E merece. O sucesso de Glória Perez é fruto de uma trama repleta de atrativos, tendo ótimos dramas e bons personagens entre eles. Bibi, por exemplo, foi um dos melhores perfis do enredo e Juliana Paes viveu seu melhor momento na carreira. Após um longo tempo nutrindo uma paixão doentia, a mãe de Dedé (João Bravo) finalmente acordou e rompeu definitivamente com Rubinho (Emílio Dantas). Esse fato rendeu grandes momentos para a atriz e Elizângela.


A longa cena em que Bibi deu um basta na relação com o traficante, durante sua visita na cadeia, destacou toda a capacidade dramática de Juliana, que segurou a emoção do início ao fim. Não é fácil manter a carga emocional durante tanto tempo, mas ela conseguiu facilmente, protagonizando um ótimo momento ao lado do igualmente talentoso Emílio Dantas. Aliás, foram muitas sequências merecedoras de elogios desses dois. O público viu ali a libertação de Bibi e o início de uma rivalidade com Rubinho.

A situação implicou em uma fragilidade imensa da personagem, que finalmente se deu conta da desgraça da sua vida. Caminhando pela rua, a poucos metros de casa, e desnorteada, Bibi se viu pela primeira vez no fundo do poço. A dilacerada mulher, então, se sentou na calçada e chorou copiosamente. Até chegar sua mãe e consolá-la, demonstrando apoio mais uma vez, mesmo depois de tê-la alertado inúmeras vezes.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Ótimos em "A Força do Querer" e "Carinha de Anjo", João Bravo e Lorena Queiroz são gratas revelações mirins

O tradicional Dia das Crianças (Dia de Nossa Senhora Aparecida) é comemorado em 12 de outubro e nada mais justo do que prestar um merecido reconhecimento ao talento de duas crianças que estão encantando o público, mostrando que vão muito longe na carreira artística. São eles: João Bravo, o Dedé, de "A Força do Querer", na Globo, e Lorena Queiroz, a Dulce Maria, de "Carinha de Anjo", no SBT. Dois pequenos que fazem trabalho de gente grande.


Ele começou no sucesso de Glória Perez de forma tímida, até porque quase sempre as crianças não ficam muito em evidência no início de tramas. Mas, à medida que o enredo de Bibi (Juliana Paes) crescia, João ia ganhando mais cenas e já começava a expor seu talento. O filho da impulsiva mulher, que arruinou sua vida por uma paixão cega, passou a naufragar junto com a mãe e o pai (Rubinho - Emílio Dantas), tendo como único grande apoio a avó, Aurora (Elizângela). 

Uma criança atuar não é um tarefa fácil. Difícil explorar a espontaneidade delas, evitando que o texto seja declamado. Tanto que muitas deixam a desejar no percurso, o que é até natural. Então, basta multiplicar esse fato por cinco quando a mesma está envolvida em um enredo pesado. Os cuidados acabam redobrados, evitando deixá-la em momentos de grandes conflitos ou tensão.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Gravidez de Ivana prejudicou a trajetória da personagem em "A Força do Querer"

"A Força do Querer" está perto do seu fim e merece todo o sucesso. Mas, a trama de Glória Perez, dirigida por Rogério Gomes, também apresentou defeitos, já mencionados aqui, como a passagem de tempo de um ano, a vilania fraca de Irene (Débora Falabella) e alguns perfis que prometeram e não cumpriram, por exemplo. E, infelizmente, outro erro foi a desnecessária gravidez de Ivana/Ivan (Carol Duarte), descoberta na reta final da história.


A situação pegou muitos telespectadores de surpresa, afinal, o agora rapaz nunca mais viu Cláudio (Gabriel Stauffer) depois da passagem de tempo de um ano. Então, obviamente, vários questionaram a hora que essa criança foi concebida. Entretanto, a personagem transou com o ex uma única vez depois desse ano. A questão é que ninguém percebeu isso, pois realmente pareceu que foi antes. Ou seja, não teve relevância alguma para o andamento dos conflitos. Portanto, compreensível o estranhamento. O 'curioso' é que isso é o de menos.

Afinal, a demora na descoberta dessa gravidez ficou totalmente inverossímil. Se passaram mais de três meses e todos sabem, até homens, que mulheres ficam com sensibilidade nos seios (e os mesmos crescem) durante a gestação, por exemplo. Mas, Ivana não percebeu nada. Nem mesmo quando enfaixava os seios, os apertando fortemente para fingir que não tinha nada. Não doía mais que o normal, não? E a interrupção da menstruação, claro, é o maior sinal de um bebê a caminho.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

"O Outro Lado do Paraíso": o que esperar da próxima novela das nove?

Após várias novelas problemáticas, tendo como maior catástrofe a equivocada "Babilônia" (2015), o horário nobre da Globo finalmente renasceu. "A Força do Querer" devolveu para a faixa os elevados índices de audiência e ótima repercussão, não obtidos desde o sucesso "Amor à Vida" (2013) ---- sendo necessário citar a boa média de "Império" (2014), outra produção considerada bem-sucedida. Portanto, agora, a missão de "O Outro Lado do Paraíso" será manter os excelentes índices da trama de Glória Perez, deixando a fase de dificuldade definitivamente para trás.


E, curiosamente, Walcyr Carrasco mais uma vez entra após uma novela de sua colega. Aliás, tudo está cercado de situações interessantes. Em 2013, o autor tinha a responsabilidade de salvar o horário, após a problemática "Salve Jorge", que derrubou a média do fenômeno "Avenida Brasil" (2012), sendo massacrada merecidamente pela crítica e público. Era a estreia do escritor no horário nobre, depois de ter escrito para todas as faixas da Globo com êxito. Sua missão foi cumprida. "Amor à Vida" detém a maior média do horário pós-"Avenida Brasil" (36 pontos). Agora, foi Glória que elevou a audiência, conseguindo mais de 35 de média, e com méritos de sobra.

Mas, por tudo o que tem sido visto nas lindas chamadas da nova novela, as chances de manter a qualidade da faixa são altas. Dirigida por Mauro Mendonça Filho ---- parceiro do autor nos sucessos "Gabriela" e "Verdades Secretas", além da já citada "Amor à Vida" ----, a trama é um dramalhão repleto de conflitos polêmicos, prometendo tocar em vários assuntos espinhosos e que rendem bastante quando bem trabalhados.

domingo, 8 de outubro de 2017

Divertido e com bons quadros, "Domingão do Faustão" se diferencia dos seus concorrentes sensacionalistas

O "Domingão do Faustão" está no ar há 28 anos e já teve de tudo ao longo desse longo tempo, incluindo quadros e situações bem questionáveis. Porém, há menos de dez anos, aproximadamente, o programa da Globo acabou se firmando como um grande diferencial da programação aos domingos. Principalmente diante da concorrência, que tem apelado cada vez mais para assistencialismos e 'casos reais' que duram horas com o único intuito de fazer o telespectador chorar miseravelmente com dramas e desgraças.


O programa comandado por Fausto Silva virou sinônimo de diversão e leveza aos domingos. Com o "Ding Dong", o apresentador leva para a atração vários músicos e bandas esquecidos pelo mercado para breves shows nostálgicos --- mesclando também com cantores de sucessos atuais ----, utilizando ainda o velho esquema de disputa entre famosos para movimentar o quadro. Neste domingo, por exemplo, ele levou Jonathan Azevedo (Sabiá), Hylka Maria (Aléssia), Juliana Paes (Bibi) e Emílio Dantas (Rubinho) para a competição musical, aproveitando o sucesso de "A Força do Querer".

O time fez jus ao encerramento da temporada do quadro, que entra em férias por causa do Horário de Verão. E os cantores selecionados também engrandeceram a brincadeira, vide Toquinho, Luan Santana, Pabllo Vittar, o quarteto italiano II Divo e a banda internacional Fifth Harmony. Foram quase duas horas de bate-papo e números musicais que passaram voando.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A Ritinha de "A Força do Querer" tinha que ser da Isis Valverde

Quando Glória Perez apresentou "A Força do Querer" para a imprensa, fez questão de dizer que sua história teria um rodízio de protagonismo. Em cada momento do enredo, uma personagem iria se destacar. E o folhetim é protagonizado por três ótimas personagens, interpretadas por excelentes e lindas atrizes: Paolla Oliveira (Jeiza), Juliana Paes (Bibi) e Isis Valverde (Ritinha). O trio tem honrado a confiança da autora e a egoísta Sereia ganhou uma intérprete que dominou a essência do papel assim que surgiu em cena.


A faceira menina de Parazinho foi a responsável pela movimentação das primeiras semanas da novela. Tudo era voltado para a sedutora Ritinha, que não pensou duas vezes antes de jogar charme para o imaturo Ruy (Fiuk), mesmo estando noiva do machista Zeca (Marco Pigossi), com o intuito de conseguir vir para o Rio de Janeiro e conhecer a cidade grande. Além de só pensar em si mesma, a personagem sempre teve como principal característica sua paixão pelas águas e a bela cauda de sereia que usa quando está nadando, representando uma espécie de liberdade.

O perfil de Ritinha tem um quê de 'místico', muito em função da própria lenda da sereia (figura mitológica que simboliza a sedução mortal, sempre tendo os homens como vítimas) e também da previsão que um índio fez para Zeca e Ruy, logo após terem sido salvos de um afogamento ainda crianças, alertando sobre um misterioso perigo que vinha das águas.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Irene Ravache e Jeniffer Nascimento formam uma boa dupla em "Pega Pega"

"Pega Pega" é um sucesso, mas não faz por merecer números tão expressivos. A trama de Cláudia Souto se mostra limitada e sem atrativos. Entretanto, há acertos na história, dirigida por Luiz Henrique Rios. E um deles é a improvável dupla formada por Irene Ravache e Jeniffer Nascimento, que começou de forma aleatória, mas acabou virando uma boa dobradinha entre a veterana e a grata revelação de "Malhação Sonhos" (2014).


A poderosa sócia do Carioca Palace entrou no enredo depois e ficou um bom tempo sem função, servindo apenas para produzir frases de efeito, típicas de vilãs clássicas ---- sempre criticando o Brasil ou os pobres. Muito pouco para o talento de uma atriz como Irene. Ainda está muito aquém da grandiosidade da profissional, vale ressaltar. Mas, a condução do perfil melhorou um pouco com o tempo, principalmente quando o conflito em torno do filho adotivo surgiu. Dom (David Júnior) é o menino perdido de Cristóvão (Milton Gonçalves) e Madalena (Virginia Rosa), para o horror de Sabine.

A situação passou a render algumas cenas merecedoras de elogios, como os embates da ricaça com os pais de seu filho. E a maior surpresa acabou sendo justamente o destaque de Tânia. A interesseira camareira do Carioca Palace teve apenas algumas cenas de briga com Sandra Helena (Nanda Costa) no começo da novela, mas não passou disso.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Com méritos de sobra, "A Força do Querer" é o maior sucesso do horário nobre desde "Amor à Vida"

A atual novela das nove é um sucesso. "A Força do Querer" afastou a 'nuvem negra' que cobria o horário nobre da Globo desde o retumbante fracasso de "Babilônia", em 2015 (marcando míseros 25 pontos) ---- levando em consideração, ainda, a problemática "Em Família", exibida em 2014, que já havia derrubado os números, obtendo 30 pontos de média. Depois do fiasco da novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, nenhuma outra novela conseguiu atingir o cobiçado sucesso. Parecia uma maldição que insistia em assombrar. Mas, Glória Perez veio para trazer de volta os bons tempos da faixa mais importante da emissora.


A autora simplesmente resolveu escrever um folhetim clássico, com direito a todos os clichês do gênero e sem qualquer núcleo estrangeiro, característica das suas últimas produções que já estava bastante desgastada e repetitiva. Além disso, Glória, inteligentemente, apostou nas figuras femininas fortes como perfis principais, alternando o protagonismo de acordo com a necessidade do roteiro, dando espaço para todas brilharem. São três protagonistas bem construídas, uma vilã e três coadjuvantes com dramas envolventes. Os homens são apenas elementos complementadores que movimentam o conjunto. O resultado tem sido o melhor possível.

A trama estreou em abril e, em plena reta final, tem conseguido driblar bem o sinal de barriga. Fica evidente em cada capítulo a preocupação da autora em prender o telespectador através de boas viradas e conflitos alternados, valorizando todos os dramas. Inicialmente, Ritinha (Isis Valverde) foi o elemento que movimentava o enredo e depois foi a vez de Jeiza (Paolla Oliveira) crescer. Posteriormente, Bibi (Juliana Paes) passou a ser o centro das atenções, fechando o trio de protagonistas.

domingo, 1 de outubro de 2017

Mesmo em um papel secundário, Juliana Paiva se destaca em "A Força do Querer"

'Orelha' é um termo usado na teledramaturgia para definir um personagem criado exclusivamente para outro, sempre com maior destaque ou até protagonista, desabafar. O perfil não tem trama própria e acaba vivendo a vida dos outros. Quase sempre resulta em um subaproveitamento de atores, caso os mesmos sejam conhecidos ou consagrados. Por isso, muitas vezes os autores optam pela escalação de nomes menos conhecidos ou relevantes. Mas, no caso de Simone, em "A Força do Querer", toda essa 'regra' foi deixada de lado.


A filha de Silvana foi escolhida pela própria Lília Cabral, que adorou o trabalho da colega em "Totalmente Demais" (onde viveu a hilária Cassandra), e já vinha acompanhando a trajetória de Juliana. A veterana sugeriu o nome para o diretor Rogério Gomes, que prontamente atendeu, recebendo o aval de Glória Perez. E a escalação não poderia ter sido mais certeira. A atriz se sobressaiu logo no começo, mesmo tendo ainda cenas pequenas. Pouco tempo depois da estreia, ficou perceptível que era um tipo promissor no enredo. Ou seja, uma expectativa acabou gerada.

Todavia, a ausência de uma trama própria frustrou parte do público e da própria crítica, em virtude do conhecido talento da atriz. Ela não tem um conflito para chamar de seu. Realmente, vive o dos outros, principalmente o da mãe e o da prima(o) Ivana/Ivan (Carol Duarte). E nunca foi prometido algo diferente, até porque era uma personagem inicialmente nem pensada para ela --- e, sim, provavelmente, para uma intérprete menos conhecida.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

"Malhação - Viva a Diferença" faz jus ao seu subtítulo

A atual temporada de "Malhação" está praticamente há seis meses no ar e Cao Hamburger vem presenteando o público com uma história agradável, repleta de personagens reais e cativantes, onde a individualidade é a maior protagonista. Todos têm um caminho a seguir, precisando lidar com obstáculos e problemas comuns a qualquer ser humano. A trama, mesmo sem apresentar grandes viradas ou uma sucessão de acontecimentos, consegue prender muito por causa do conjunto apresentado, onde tudo flui com naturalidade.


Nesta semana, o enredo, dirigido com competência por Paulo Silvestrini, ficou voltado para a Balada Cultural, promovida para celebrar a diferença e unir todas as tribos. Para isso, os alunos do colégio Grupo (particular) e da escola pública foram convidados, organizando vários eventos para a festa. O resultado foi o melhor possível. As cenas ficaram ótimas, valorizando diferentes ritmos, culturas e vestimentas. Enfim, foi uma celebração da própria temporada, que chegou ao capítulo 100 recentemente.

Com o lema 'O Velho é Novo', o desfile comandado por Keyla (Gabriela Medvedovski) teve roupas dos anos 70 e 80 customizadas. A mesma Keyla ainda cantou lindamente ao lado de Tina (Ana Hikari), encantando todos os presentes. Já Fio (Lucas Penteado) mostrou sua dança cheia de ritmo e passinhos, enquanto MB (Vinicius Wester), Samantha (Giovanna Grigio) e Felipe (Gabriel Calamari) fizeram uma apresentação como grupo Lagostins, lançando uma música nova em homenagem a Lica (Manoela Aliperti).

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

"Cidade Proibida" é bem produzida, mas não empolga

Produção de Mauro Wilson e Maurício Farias, dirigida por Maurício, "Cidade Proibida" estreou nesta terça (26/09), ocupando a faixa da extraordinária "Sob Pressão", na Globo. Substituir um seriado de tanto sucesso (de público e crítica), como foi o recém-terminado drama médico, não é simples. E a estreia decepcionou nos números, pois obteve 21 pontos, derrubando em mais da metade os 44 pontos de "A Força do Querer". Mas, a emissora confia no potencial desse novo produto, uma vez que preferiu colocá-la como substituta, ao invés da também recém-iniciada "Filhos da Pátria".


Ambientada no Rio de Janeiro, na década de 50, a trama é permeada por traições, crimes, paixões e tem um toque de suspense. Com mulheres fatais e homens violentos vivendo em uma cidade rica e perigosa, o enredo é focado nas investigações do detetive Zózimo Barbosa (Vladimir Brichta), um sujeito galanteador e malandro. O protagonista é um ex-policial que decide trabalhar sozinho e acaba se especializando em casos extraconjugais, muitas vezes se envolvendo com suas clientes. Entretanto, ele não age tão sozinho quanto aparenta.

Além do personagem principal, há mais três que compõem uma espécie de quarteto inseparável. Zózimo conta com a ajuda da garota de programa Marli (Regiane Alves) ---- com quem tem um caso ----, do delegado corrupto Paranhos (Aílton Graça) e do metido a sedutor Bonitão (José Loreto). Os quatro sempre se encontram no Bar Sereia, onde discutem alguns casos, se divertem e ouvem os desabafos de cada um.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

"Tempo de Amar" estreia com belas imagens e dramalhão clássico

"Para aqueles que amam, o tempo é eterno. Para os que perdem, o tempo é implacável. Para aqueles que partem, o tempo é esperança. Para quem espera, o tempo é mistério". Baseada nessa premissa poética, estreou, nesta terça-feira (26/09), "Tempo de Amar", nova novela das seis da Globo, escrita por Alcides Nogueira e Bia Corrêa do Lago, dirigida por Jayme Monjardim, baseada em um argumento de Rubem Fonseca.


A missão da nova trama é honrar a qualidade da faixa, após o imenso sucesso de público e crítica de "Novo Mundo". As chamadas iniciais deram uma boa impressão, tanto pela beleza da fotografia quanto pelo elenco escalado. E a história promete apostar em um dramalhão clássico, evitando qualquer ousadia maior. É um enredo típico de novela das seis e o primeiro capítulo deixou isso tudo bem claro, expondo o amor à primeira vista dos mocinhos, a inveja do vilão e o contexto voltado para um clima mais poético, onde o amor é o grande protagonista (para o bem e para o mal).

Uma procissão religiosa em Portugal, em 1927, é o ponto de encontro que transforma a vida de Maria Vitória e Inácio Ramos, interpretados pelos estreantes Vitória Strada e Bruno Cabrerizo. O encantamento é imediato, despertando imediatamente o ciúme de Fernão (Jayme Matarazzo), um médico recém-formado em Coimbra, cuja paixão pela mocinha se torna uma obsessão.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Sucesso de público e crítica, "Novo Mundo" foi uma novela primorosa

A novela das seis que marcou a estreia de Alessandro Marson e Thereza Falcão como autores titulares, após um longo tempo trabalhando como colaboradores (como do sucesso "Avenida Brasil", por exemplo), estreou no dia 22 de março e chegaria ao fim no dia 22 de setembro, ficando exatos seis meses no ar. Mas, "Novo Mundo" acabou terminando nesta segunda, dia 25, por causa da bobagem da nova estratégia da Globo em busca de mais audiência. E nem precisava. A produção fez um imenso sucesso de público e crítica, engrandecendo a faixa das 18h, após a fraquíssima "Sol Nascente".


A trama, dirigida com competência por Vinícius Coimbra, primou pelo capricho do primeiro ao último capítulo, mesclando contextos históricos com o folhetim tradicional, havendo espaço ainda para momentos de pura fantasia, remetendo aos clássicos da Disney, como "Piratas do Caribe". Os autores conseguiram juntar perfis que realmente existiram a outros meramente ficcionais com maestria, presenteando o telespectador com personagens bem construídos e conflitos convidativos, sem poupar história.

Isso porque a novela não teve barriga (período de enrolação, onde nada de relevante acontece), expondo a criatividade dos autores na elaboração de ótimas viradas ao longo do enredo. Claro que deslizaram em alguns pontos, como o já cansativo recurso do sequestro da mocinha no penúltimo capítulo ---- é um clichê, mas absolutamente todos os folhetins recentes da Globo vêm apresentando essa situação.

domingo, 24 de setembro de 2017

"Dança dos Famosos": uma experiência única

Acompanho a "Dança dos Famosos" desde a primeira temporada, em 2005, quando ainda nem existia Twitter e nem sonhava em ter um blog sobre televisão. Sou um péssimo dançarino e nunca me interessei por dança. Mas, o quadro --- versão nacional do formato britânico "Strictly Come Dancing" --- diverte e entretém. Não importa se você gosta de se remexer ou não. Tanto que virou o maior trunfo do "Domingão do Faustão", completando 12 anos no ar.


E, para a minha surpresa, a Globo me convidou para ter uma experiência única: ser um participante da "Dança dos Famosos" por um dia. Já participei de alguns eventos da emissora, principalmente envolvendo lançamento de novas produções. Sempre fico muito feliz com a lembrança e com o reconhecimento do meu trabalho. Porém, ter que dançar era algo nunca cogitado por mim. Até porque não gosto de virar foco de atenção, me sentindo sempre mais seguro e à vontade escrevendo e observando. Ou seja, a minha primeira resposta foi um "não, obrigado".

Agradeci imensamente a lembrança e o convite, mas deixei claro que não levava o menor jeito. Todavia, uma das responsáveis pela gestão de Mídias Sociais da Globo, a querida Miriam, insistiu e disse que todos os participantes não levam jeito no início e encaram a missão de aprender. Também garantiu que seria divertido.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Irene foi uma vilã que deixou bastante a desejar em "A Força do Querer"

"A Força do Querer" tem várias qualidades e faz por merecer todo o sucesso, honrando a ótima audiência alcançada. Porém, a novela de Glória Perez também tem alguns problemas claramente visíveis. A passagem de tempo de um ano, por exemplo, foi inútil e só prejudicou a verossimilhança de alguns contextos. Há também alguns personagens avulsos, embora o elenco seja enxuto. E um outro equívoco que está bem evidente, ainda mais com o enredo em plena reta final, é a falta de relevância de Irene (Débora Falabella).


Vendida como a grande vilã da história, a personagem parecia promissora. Interesseira, manipuladora e ardilosa, a arquiteta seleciona vítimas para seduzir e depois roubar tudo o que elas têm. É assim que enriqueceu. Seu objetivo era conquistar Eugênio (Dan Stulbach), precisando primeiro virar melhor amiga de Joyce (Maria Fernanda Cândido) para elaborar seu plano perfeito. Suas armações sempre contam com a ajuda de Mira (Maria Clara Spinelli), uma cúmplice medrosa. Todo o início desse plano foi interessante de acompanhar. Todavia, o contexto acabou se arrastando e perdendo o fôlego.

É importante citar, aliás, que a situação é muito parecida com a protagonizada por Ivone (Letícia Sabatella), Silvia (Débora Bloch) e Raul Cadore (Alexandre Borges), em "Caminho das Índias" (2009), da mesma autora. Esse núcleo da outra novela, por sinal, era muito cansativo e não funcionou. Glória não conseguiu conduzir esse drama de forma atrativa. Por isso mesmo havia uma desconfiança em torno da jornada de Irene.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sarcástica, "Filhos da Pátria" é uma série perfeita para o atual momento do Brasil

A nova série da Globo foi gravada antes do impeachment de Dilma Roussef. Mas, se tivesse sido realizada semana passada, daria na mesma. Isso porque o Brasil está mergulhado em uma crise avassaladora e repleta de escândalos há muito tempo. Nunca a corrupção e a desonestidade estiveram tão em voga. "Filhos da Pátria" busca tratar justamente a 'origem' de toda essa podridão através de uma história sarcástica recheada de tipos facilmente identificáveis, com o humor provocando risos envergonhados no público.


Escrita por Bruno Mazzeo e dirigida por Maurício Farias, a trama é ambientada no Rio de Janeiro do século XIX, em 1822, logo após a proclamação da Independência. A cidade cenográfica, inclusive, é a mesma utilizada em "Liberdade, Liberdade" (2016) e "Novo Mundo". O 'surgimento' da corrupção e do famoso jeitinho brasileiro é exposto no enredo através dos Bulhosa, típica família de classe média da época, composta pelo ingênuo português Geraldo (Alexandre Nero), sua esposa ambiciosa, a brasileira Maria Teresa (Fernanda Torres), pelo primogênito metido a idealista, Geraldinho (Johnny Massaro), e pela caçula feminista, Catarina (Lara Tremouroux). A escrava empoderada, Lucélia (Jéssica Ellen), e o escravo bonachão, Domingos (Sérgio Loroza), ainda compõem o núcleo.

A série ficou disponível na íntegra pelo aplicativo Globo Play, a partir do dia 3 de agosto, e o primeiro capítulo foi exibido em uma coletiva realizada na luxuosa Casa Julieta de Serpa, no Flamengo, Rio de Janeiro (também no dia 3). Logo no primeiro episódio, fica claro o objetivo da produção em apontar toda a hipocrisia da sociedade, mirando em cada uma de nossas falhas, expondo o deprimente conjunto que acabou resultando nesse Brasil que todos se envergonham tanto.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Impecável, "Sob Pressão" mesclou realidade e ficção com maestria

A famosa expressão "O que é bom dura pouco" pode ser aplicada com facilidade em "Sob Pressão". A melhor série do ano e o mais elogiado trabalho da Globo em 2017, até então, estreou no dia 25 de julho e chegou ao fim nesta terça-feira, dia 19 de setembro. Durou menos de três meses no ar, tendo apenas nove episódios. E esse tempo bastante curto foi sentido porque a trama ---- com direção de Andrucha Waddington e Mini Kerti, baseada no filme homônimo, derivado do livro "Sob Pressão - A Rotina de um Médico Brasileiro", de Marcio Maranhão ---- impressionou pelas inúmeras qualidades.


A produção se mostrou uma obra-prima, provando que o Brasil sabe fazer séries dramáticas tão boas quanto as estrangeiras. Após a tentativa fracassada de "Supermax", exibida ano passado, pairou uma desconfiança em torno da capacidade de elaboração de um seriado que não fosse de humor. Claro que a Globo já produziu alguns enredos fora do campo da comédia e uma de suas melhores séries é "A Cura" (2010), um suspense brilhante de João Emanuel Carneiro. Entretanto, sempre houve uma insegurança em se arriscar por esse caminho e as histórias cômicas eram tratadas como prioridade.

A trama médica tem tudo para ser um incentivo e tanto para outras empreitadas parecidas, valorizando o drama nos seriados. Até porque, vale observar, o contexto de "Mulher", série exibida entre 1998 e 1999, que abordava a rotina de duas médicas dedicadas em um hospital particular, foi primoroso e já era para a emissora ter voltado a investir nisso há tempos. Agora, com "Sob Pressão", o público acabou presenteado com uma história que se mostrou ainda melhor que a contada no filme.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Chamada de supersérie, "Os Dias Eram Assim" não teve nada de super e nem de série

Após seis novelas exibidas na faixa das onze ---- "O Astro", "Gabriela", "O Rebu", "Saramandaia", "Verdades Secretas" e "Liberdade, Liberdade"----, inserindo o folhetim em um horário mais tarde, permitindo maiores liberdades nas cenas, a Globo decidiu mudar a classificação do produto em 2017, optando por chamar "Os Dias Eram Assim" de 'supersérie'. O que seria a sétima novela da faixa (planejada anteriormente para às 18h, inclusive), virou a primeira supersérie da emissora. Mas, não podiam ter escolhido trama pior para fazer essa alteração. Isso porque a produção, que chegou ao fim nesta segunda-feira (18/09), não teve nada de super e muito menos de série.


Primeiro, porque teve 88 capítulos, ficando no ar por seis meses. Foi a produção mais longa das 23h, superando todas as novelas anteriores, que tinham como característica o menor número de capítulos (normalmente em torno de 60). E, segundo, porque o enredo das estreantes Angela Chaves e Alessandra Poggi apresentou todos os clichês possíveis de um folhetim, fazendo do conjunto um dramalhão clássico. Entretanto, infelizmente, todos esses recursos foram muito mal usados pelas autoras. Afinal, não há mal algum no clichê, desde que bem conduzido. Não foi o caso. Ainda mais em um produto que era classificado como 'supersérie'. Inclusive, nem ritmo de uma série teve. O enredo se arrastou ao longo dos meses e parecia interminável.

O início da trama, dirigida por Carlos Araújo, parecia promissor. Ambientada na década de 70, tendo a Ditadura Militar como pano de fundo, a história de amor protagonizada por Renato (Renato Góes) e Alice (Sophie Charlotte) despertou interesse e o primeiro capítulo deixou uma ótima impressão.