terça-feira, 25 de julho de 2017

"Sob Pressão" tem tudo para ser a melhor série do ano

A Globo, inteligentemente, exibiu "Sob Pressão" na "Tela Quente" duas semanas antes de estrear a série derivada do elogiado filme, dirigido por Andrucha Waddington, exibido em 2016 nos cinemas. A história é baseada no livro "Sob Pressão - A rotina de um médico brasileiro", de Márcio Maranhão. O longa impressionou pelo realismo e contou com um grande elenco, como Júlio Andrade, Marjorie Estiano, Andrea Beltrão, Ícaro Silva e Stepan Necerssian. A trama foi inicialmente pensada para um seriado, mas, ironicamente, acabou virando filme. E, após os elogios ao produto, resolveram criar a série ---- em coprodução com a Conspiração ----, que estreou nesta terça-feira (25/07), uma semana depois de já estar disponível no Globo Play.


Do elenco original, apenas três continuaram: Júlio Andrade (o médico Evandro) e Marjorie Estiano (a doutora Carolina), que protagonizam a história, além de Stepan Necerssian (o doutor Samuel, diretor do hospital). O contexto segue o mesmo do filme, pois o enredo proporciona conflitos infinitos. O trio se vê diante de uma rotina desumana na emergência de um hospital público, localizado no subúrbio do Rio de Janeiro. O maior vilão é a falta de recursos da saúde pública do país, resultando em equipamentos quebrados, ambiente caótico e condições deploráveis, onde a tensão é uma das principais 'personagens'.

Liderados pelo cirurgião Evandro, todos os médicos e enfermeiros do local precisam se virar para honrar a profissão e salvar vidas, enfrentando uma sucessão de problemas graves que nunca cessam. Uma hora falta luz, em outro momento o desfibrilador não funciona, não há leitos disponíveis, a fila de atendimento só aumenta, enfim...

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Surra na vilã em "A Força do Querer" prova que um bom clichê nunca se desgasta

Nesta segunda-feira (24/07), foi ao ar uma das cenas mais esperadas de "A Força do Querer": a surra que Joyce (Maria Fernanda Cândido) dá em Irene (Débora Falabella), após todos os desdobramentos envolvendo a traição de Eugênio (Dan Stulbach). O curioso é a situação não pertencer ao núcleo principal e, sim, ser oriunda de uma trama paralela da novela de Glória Perez. Toda a expectativa em torno desse momento, que deliciou o telespectador, como era de se imaginar, apenas prova que um bom clichê, quando bem trabalhado, nunca se desgasta.


A sequência fez valer a espera e a direção de Rogério Gomes mais uma vez expôs a competência do diretor e sua equipe. Irene foi atrás de Joyce no banheiro de um restaurante (outro elemento que virou um clássico desse tipo de embate) e provocou a inimiga, deixando a perua espumando de ódio. Tanto que refinada esposa de Eugênio, cuja elegância é uma de suas principais características, literalmente desceu do salto. Desceu e jogou na cara da vilã, que acabou atingida na boca. Mas ainda era apenas o começo, pois a cena teve um 'bônus': a presença de Ritinha (Isis Valverde).

A sereia ---- juntamente com a melhor amiga Marilda (Dandara Mariana) ---- não pensou duas vezes e defendeu a sogra, se atracando com Irene. A sequência ficou excelente, destacando Maria Fernanda Cândido, Débora Falabella e Isis Valverde, que mergulharam totalmente naquele clima de tensão e rivalidade.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Talentos de diferentes gerações, Manoela Aliperti e Malu Galli fazem uma ótima dupla em "Malhação - Viva A Diferença"

"Malhação - Viva a Diferença" está cada vez melhor. A temporada, escrita por Cao Hamburger e dirigida por Paulo Silvestrini, é um sucesso e basta assistir para comprovar o porquê dos elevados números de audiência (não obtidos desde 2009). O enredo vem sendo desenvolvido com competência, prendendo a atenção. E nos capítulos mais recentes uma dupla tem se destacado bastante: Manoela Aliperti e Malu Galli.


As duas vêm protagonizando cenas intensas, destacando a ótima cumplicidade entre as personagens. Lica é a mais rebelde e provocadora do quinteto central, sempre lutando pelo que acredita e enfrentando todos que tentam contê-la. Algumas vezes essas características se mostram positivas, mas em alguns momentos se tornam negativas, como costuma ocorrer com qualquer pessoa. Afinal, perfeição não existe. E Marta é a mãe da menina. Uma mulher de fibra que esbanja integridade.

Elas são parecidas e a relação nunca foi muito fácil. Afinal, a garota está em plena adolescência e ficou ainda mais arredia depois que descobriu o caso do pai, Edgar (Marcello Antony), com Malu (Daniela Galli), melhor amiga de Marta e mãe de Clara (Isabella Scherer), sua até então confidente. Lica, inclusive, soube da traição de anos antes da mãe.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

"Super Chef Celebridades" segue sendo um ótimo reality culinário

A sexta temporada do "Super Chef Celebridades" estreou no dia 26 de junho e chega ao fim nesta segunda-feira (24/07), após três semanas de muitos Workshops e provas gastronômicas. O reality culinário da Globo mais um vez provou que é o melhor quadro do "Mais Você" ---- e mais longo, pois sempre ocupa quase todo o tempo de programa ----, mesclando bem informação, disputa e divertimento.


Diferentemente de atrações como o "MasterChef" ---- melhor atração do gênero no país ----, da Band, por exemplo, o reality não se resume apenas em uma disputa de melhor chef. Pelo menos desde que ganhou o subtítulo de "Celebridades". Isso porque Ana Maria Braga chegou a ter três temporadas com cozinheiros amadores (de 2009 a 2011), cujo objetivo era mesmo ser um profissional ---- foi o primeiro programa, inclusive, a ter algo assim no Brasil, bem antes de virar moda, preenchendo a grade de todas as emissoras. Mas, em 2012, os anônimos foram deixados de lado.

O intuito do quadro, então, passou a ser apenas um entretenimento para o público, aproveitando os Workshops para passar informações importantes sobre culinária e ainda utilizar a presença dos famosos para render uma competição divertida.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Com Elvira, seu melhor papel, Ingrid Guimarães prova sua versatilidade em "Novo Mundo"

Ela é uma comediante nata e já esteve em várias produções cômicas da Globo, além de ter virado um fenômeno nos cinemas, conseguindo milhões de telespectadores com seus filmes. Porém, já estava mais do que na hora de Ingrid Guimarães se desvencilhar um pouco dos vários perfis essencialmente cômicos que a 'perseguem'. A sua grande amiga e parceira de vários trabalhos, Heloísa Périssé, já havia conseguido, por exemplo. Agora chegou a vez dela em "Novo Mundo", ótima novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão.


A atriz participa muito mais de séries e programas humorísticos da Globo do que de novelas. Foram poucos folhetins e o último que contou com sua presença foi a deliciosa "Sangue Bom", em 2013, onde viveu a descompensada Tina, um dos perfis mais hilários da trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Na atual produção das seis, quatro anos depois, ela ganhou um dos melhores perfis do enredo: Elvira Matamouros, trambiqueira que vive enfiando os pés pelas mãos e se julga uma grande atriz de teatro.

A personagem é completamente apaixonada por Joaquim (Chay Suede) e os dois viviam de pequenos golpes no início da trama. Ao longo da história, Elvira acabou se juntando aos interesseiros Germana (Vivianne Pasmanter) e Licurgo (Guilherme Piva), chegando até a adotar Quinzinho (Theo de Almeida Lopes), sobrinho do dono da Taberna dos Porcos que perdeu a mãe assim que nasceu. Foi com essa adoção, inclusive, que a 171 teve seu lado humano explorado.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Nova versão de "Os Trapalhões" no Viva provoca uma inevitável nostalgia

Trazer de volta algum clássico através de um remake muitas vezes é bastante arriscado. A memória afetiva é uma ferrenha inimiga de qualquer tentativa de mexer em um produto que marcou gerações. Isso ocorre com filmes, novelas, séries, enfim. Às vezes acaba sendo um fiasco mesmo, mas em outras até que funciona. Um caso recente que deu muito certo, por exemplo, foi a "Nova Escolinha do Professor Raimundo." E foi justamente com base nessa experiência bem-sucedida que resolveram criar a nova versão de "Os Trapalhões".


Com redação final de Péricles Barros, direção geral de Fred Mayrink, e supervisão de texto de Mauro Wilson, a produção conta com a presença de Renato Aragão e Dedé Santana, e nem poderia ser diferente. Os dois revivem os icônicos Didi e Dedé, personagens que consagraram suas carreiras. E para não criar a ideia de 'substitutos', o novo quarteto representa os sobrinhos deles. Didico (Lucas Veloso), Dedeco (Bruno Gissoni), Mussa (Mumuzinho) e Zaca (Gui Santana) são os atrapalhados do momento, relembrando a época desse sucesso.

No clipe apresentando à imprensa, no dia 11 de julho, nos Estúdios Globo, todos fizeram questão de reforçar que o programa é uma grande homenagem e os trapalhões são insubstituíveis. O clipe, com trechos de várias esquetes, provocou alguns risos tímidos dos jornalistas e blogueiros presentes, deixando claro que o conjunto é mais destinado às crianças mesmo. Embora classificado como um produto para toda a família, é um formato mais infantil.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

"Popstar" é um Karaokê com famosos bem produzido

Para substituir a bem-sucedida segunda temporada do "Tamanho Família", a Globo optou pela 'criação' de um novo formato, chamado de 'original' pela emissora: o "Popstar". Porém, o programa nada mais é do que uma derivação do "SuperStar", reality musical de bandas encerrado em 2016 e baseado em um formato israelense. Até o cenário é o mesmo, incluindo a apresentadora Fernanda Lima. Como a produção anterior não obteve boa audiência (embora tenha lançado ótimos grupos em três temporadas), optaram por uma dinâmica parecida, mas com famosos.


Agora não há mais um telão subindo quando o juri e o público votam. O esquema mudou para 'estrelas'. São dez jurados por domingo, sendo sempre substituídos a cada rodada. Chamados de 'especialistas', eles dão uma estrela (apertando um botão, que nem no "The Voice") caso gostem da apresentação. Se oito jurados ou mais aprovarem a performance, o participante ganha uma estrela bônus que vale um ponto na média final. Há ainda uma plateia com 20 pessoas selecionadas que se localizam em cima de um painel luminoso. A cor desse painel muda de acordo com a nota deles.

Ou seja, é um sistema um pouco confuso inicialmente. Mas, aos poucos, acaba ficando mais compreensível. Dos 14 participantes escolhidos, pelo menos nove cantam profissionalmente, sendo alguns muito bem-sucedidos. Já outros estão ali claramente para preencher a 'cota' de famosos, pois não têm vocação alguma.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Valorizada como merece, Elizângela emociona em "A Força do Querer"

Em suas últimas novelas, Glória Perez vinha cometendo o mesmo erro: o elenco 'inchado'. A autora exagerava nas escalações e enchia as suas tramas de personagens, deixando sempre vários deles avulsos, desvalorizando atores, que acabavam fazendo figuração de luxo. "Salve Jorge" foi seu maior equívoco. Mas, em "A Força do Querer", ela acabou com isso. Aprendeu com os erros e as merecidas críticas. Agora são poucos perfis e o time coeso, onde todos têm espaço de destaque. A maior prova é Elizângela, que vem protagonizando grandes cenas.


Inicialmente, Aurora parecia uma figura sem muita importância. Mãe de Bibi (Juliana Paes), uma das protagonistas, a personagem aparecia apenas para implicar com o genro, Rubinho (Emílio Dantas), e condenar a separação da filha com Caio (Rodrigo Lombardi), o genro dos sonhos. Sua função, basicamente, era ser a 'orelha' dos desabafos da herdeira. Porém, com o destaque cada vez maior do núcleo, em virtude do rodízio do trio central ---- primeiro Ritinha (Isis Valverde), depois Jeiza (Paolla Oliveira) e agora Bibi ----, o perfil virou um dos vários êxitos do folhetim.

Não é exagero constatar que Aurora se transformou na maior sofredora da história desde que viu a filha se perder completamente em virtude de uma paixão cega e doentia. Ela nunca se conformou com a união de Bibi e Rubinho, mas acabou tolerando para não gerar brigas gratuitas.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Com trama fraca e conflitos bobos, "Pega Pega" ainda não disse a que veio

A atual novela das sete da Globo estreou no dia 6 de junho, ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. E a emissora só tem motivos para comemorar. Isso porque a audiência está nas alturas, obtendo índices surpreendentes até para os mais otimistas, já marcando mais que a anterior, a ótima e elogiada "Rock Story". O telespectador parece que foi mesmo conquistado por "Pega Pega". Porém, a trama da estreante Claudia Souto, dirigida por Luiz Henrique Rios, não tem feito jus aos números expressivos.


A história até então não disse a que veio. Aliás, a estreia da produção já tinha se mostrado pouco convidativa e com dramas bastante rasos. O mote central é o roubo milionário do Hotel Carioca Palace, principal cenário da novela, praticado pelos funcionários do lugar --- todos ladrões de primeira viagem. Malagueta (Marcelo Serrado), Júlio (Thiago Martins), Sandra Helena (Nanda Costa) e Agnaldo (João Baldasserini) toparam o plano mirabolante do primeiro e acabaram levando os 40 milhões de dólares oriundos da venda do hotel. Apesar do contexto nada crível, a licença poética é aceitável.

No entanto, essa foi a única situação atrativa do enredo até agora. E desde então nada mais tem despertado interesse, nem mesmo o quarteto de ladrões. Afinal, eles roubaram, mas e daí? Todos ficam apenas circulando entre os núcleos sem protagonizar nenhum conflito realmente bom.

sábado, 8 de julho de 2017

Resgate de Anna proporciona sequências primorosas e virada espetacular em "Novo Mundo"

A atual novela das seis é um sucesso de público e crítica. A trama de Alessandro Marson e Thereza Falcão está a cada dia mais convidativa e o capítulo desta sexta-feira (07/07) foi o melhor do folhetim até agora. Isso porque proporcionou uma sucessão de cenas bem produzidas, destacando o trabalho da equipe do diretor Vinícius Coimbra, e promoveu uma virada espetacular na história com o resgate épico de Anna Millman (Isabelle Drummond), planejado por Joaquim (Chay Suede) e sua gangue de amigos.


Após um longo tempo presa por Thomas (Gabriel Braga Nunes), a mocinha finalmente conseguiu se livrar do vilão graças ao seu amado e os dois fugiram de balão, bem no meio de uma feira de invenções. O capítulo pareceu um filme de aventura da melhor qualidade. Teve lutas coreografadas com precisão, empolgantes embates e cenas de ação bem dirigidas. Um grande destaque foi o duelo entre Jacira (Giullia Buscacio) e Miss Liu (Luana Tanaka), claramente inspirado no clássico filme "O Tigre e o Dragão" (2000).

A briga das duas foi de tirar o fôlego e ainda representou um encontro de civilizações. A índia e a chinesa usaram suas melhores técnicas de luta e se enfrentaram em nível de igualdade, mostrando preparo e treinamento. As atrizes se entregaram e a direção deixou tudo muito crível, sem qualquer traço de artificialidade.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

"A Fórmula" apresenta um triângulo inusitado e uma premissa criativa

Escrita por Marcelo Saback e Mauro Wilson, dirigida por Flávia Lacerda e Patrícia Pedrosa, "A Fórmula" estreou nessa quinta-feira (06/07), substituindo "Vade Retro". A nova série da Globo ocupa uma faixa não muito benéfica, pois acabou prejudicada pela súbita mudança de horário com "Os Dias Eram Assim", ocasionada para aumentar a audiência da produção das 23h, implicando na diminuição dos índices da recém-terminada trama de Alexandre Machado e Fernanda Young. Ou seja, dificilmente conseguirá números muito satisfatórios.


Mas deixando a questão de Ibope de lado, a nova trama tem uma premissa muito criativa: a história de idas e vindas de um casal de cientistas, que acabam se separando por um longo período e depois se veem mergulhados em uma situação onde o tempo é o maior obstáculo. O diferencial de todo esse contexto é justamente a fórmula do título, pois a criação de uma substância rejuvenescedora que deixa qualquer um mais jovem 30 anos (embora só funcione por algumas horas) resulta em um triângulo amoroso totalmente inusitado.

Angélica (Luisa Arraes/Drica Moraes) e Ricardo (Klebber Toledo/Fábio Assunção) eram apaixonados na época da faculdade e planejavam uma vida juntos. Entretanto, uma prova para a prestigiada Universidade de Havard acaba separando os dois de uma forma traumática. Isso porque Angélica passou e Ricardo não.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Fuga de Rubinho e Bibi proporciona sequência de tirar o fôlego em "A Força do Querer"

Glória Perez não tem poupado trama em "A Força do Querer". Inspirada, a autora vem presenteando o público com capítulos ótimos, destacando os personagens através do esquema de rodízio. Cada um tem a sua vez de brilhar. Depois de Ritinha (Isis Valverde) e Jeiza (Paolla Oliveira), chegou a vez da outra protagonista ganhar espaço: Bibi (Juliana Paes). E a personagem vem crescendo cada vez mais. Tanto que a sequência da fuga de Rubinho (Emílio Dantas), exibida nesta quarta-feira (05/07), foi de tirar o fôlego.


A cena foi um divisor para o enredo. Estabeleceu de vez a rivalidade entre Jeiza e Bibi, ao mesmo tempo que marcou a entrada da esposa do traficante no mundo do crime. Agora ela está tão suja quanto o marido, após já ter incendiado o restaurante onde ele trabalhava para destruir provas e tentado ajudar em outra fuga anterior. E toda a cena da perseguição merece palmas, principalmente pela direção irretocável de Rogério Gomes.

O diretor, sempre competente e elogiado, trabalha com Glória pela primeira vez e está fazendo muito bem a ela. Após a direção catastrófica de "Salve Jorge", a escritora  precisava dessa mudança, além de, claro, estar muito mais 'iluminada' na sua atual história.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Passagem de tempo em "A Força do Querer" se mostrou desnecessária

A atual novela do horário nobre da Globo é um sucesso. A excelente audiência que a produção de Glória Perez, dirigida por Rogério Gomes, vem conseguindo é um merecido reconhecimento do público. "A Força do Querer" é construída com competência e repleta de bons personagens. Na semana passada, entre terça (27) e quarta-feira (28/06), a história teve uma passagem de tempo de um ano. A forma como foi feita, por sinal, primou pelo bom gosto: através de fotos da família de Joyce (Maria Fernanda Cândido). Entretanto, nada mudou no enredo.


Todas as histórias continuaram como estavam. Silvana (Lília Cabral) seguiu jogando às escondidas e fazendo Eurico (Humberto Martins) de trouxa, com a ajuda da empregada Dita (Karla Karenina). Ivana (Carol Duarte) prosseguiu com sua frustração por ser quem é, rejeitando seu corpo e desabafando com a psicóloga. Bibi (Juliana Paes) permaneceu ao lado de Rubinho (Emílio Dantas), visitando o marido criminoso na cadeia, enquanto Eugênio (Dan Stulbach) continuou traindo Joyce com Irene (Débora Falabella). E Yuri (Drico Alves), depois de se livrar do desafio criminoso da Baleia Azul, manteve sua rotina de se vestir de Goku.

Ou seja, esse salto no tempo não contribuiu em nada para o roteiro. E, infelizmente, acabou deixando outros contextos pouco críveis. Um exemplo foi o famigerado ônibus de Zeca (Marco Pigossi). Ele demorou um ano para colocar o nome "Balada Jeiza" e mostrá-lo para namorada. A reforma durou tanto assim? Para culminar, o processo de divórcio dele e Ritinha (Isis Valverde) demorou esse tempo todo para ser concluído? Aliás, não foi concluído.

domingo, 2 de julho de 2017

"Show dos Famosos" foi uma boa ideia mal executada

O "Domingão do Faustão" estreou um novo quadro em abril, ficando quase três meses no ar: o "Show dos Famosos". O formato é da empresa Endemol --- responsável por vários produtos de sucesso,como o "BBB" ---, cujo título original é "Your Face Sounds Familiar". O SBT chegou a exibir uma temporada dessa espécie de show de talentos em 2014, chamando de "Esse Artista Sou Eu." Na época chegou a fazer um relativo sucesso, embora não tenha tido continuidade. Como Silvio Santos não manteve os direitos, a Globo comprou o produto e transformou em quatro do Faustão, tendo como juri Cláudia Raia, Silvio de Abreu e Miguel Falabella.


O show se resume em uma disputa com oito candidatos, divididos em duas rodadas: quatro por domingo. Não há eliminação, sempre tendo um vencedor em cada domingo. Mas, todos vão acumulando pontos e na grande final somente os três melhores participam e um vencedor é eleito. Os participantes escolhem cantores nacionais ou internacionais para imitar, homenageando os artistas. Obviamente, foram selecionados para o quadro atores que cantam e cantores profissionais. Eriberto Leão, Fafá de Belém, Ícaro Silva, Samantha Schmutz, Emanuelle Araújo, Enzo Romani, Nelson Freitas e Luiza Possi foram os escolhidos para a missão.

Para ajudá-os nos números musicais, todos contaram com o suporte do preparador vocal Felipe Habib, da fonoaudióloga Maria Silvia Siqueira Campos, da preparadora de elenco Cris Moura, do coreógrafo Sylvio Lembruger e da produção musical de Simoninha e Jairzinho. Entretanto, mesmo com tantos auxiliares e profissionais envolvidos, o resultado deixou bastante a desejar.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Dudu Camargo é uma das figuras mais deslumbradas e despreparadas que já passaram pela televisão

Nas duas últimas semanas o assunto Dudu Camargo tem dominado a imprensa especializada em televisão. Isso porque o rapaz se envolveu em uma polêmica com Maísa no Jogo das Três Pistas, do "Programa Silvio Santos", e logo depois aproveitou a situação para se expor ainda mais na mídia, indo a vários programas falar da 'saia justa', incluindo até o "A Tarde É Sua", da Rede TV!, sendo defendido por Sônia Abrão. Para culminar, esteve no "Pânico da Band" no domingo passado protagonizando situações degradantes e vexatórias ao lado de várias mulheres com fantasias sexuais.


Todos esses fatos só serviram para comprovar que esse rapaz, de 19 anos, não tem o mínimo de preparo. E o mais absurdo de tudo isso é que ele se considera um jornalista, sendo tratado como tal no SBT. Desde outubro de 2016 que Dudu apresenta o "Primeiro Impacto", primeiro programa jornalístico da emissora do dia, indo ao ar às 6h. Essa escolha de Silvio Santos até hoje é questionada por razões óbvias: o garoto nem se formou ainda e foi colocado em um dos postos mais altos do jornalismo. Para culminar, sua nomeação implicou na demissão de duas talentosas jornalistas: Joyce Ribeiro e Patrícia Rocha.

Outro ponto que sempre gerou crítica merecida foi a sua postura na atração. Suas dancinhas constrangedoras são um espetáculo degradante e nada condizem com um produto jornalístico. Aliás, Maísa estava coberta de razão quando o chamou de engessado. Ele emposta a voz de uma forma artificial, parecendo imitação de programa humorístico.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

"Vade Retro" teve um bom começo, mas se perdeu no caminho

Coprodução da Globo com a O2 Filmes, "Vade Retro" marcou a volta de Alexandre Machado e Fernanda Young à Globo, após o fracasso de "O Dentista Mascarado" (2013). Os talentosos autores estrearam esse novo trabalho em abril e a série chegou ao fim na última semana de junho (quinta-feira, 29/06), tendo apresentado o último episódio com alguns dias de antecedência no aplicativo Globo Play ---- assim como foi feito durante toda sua exibição. A trama teve uma boa proposta, mas acabou se perdendo.


O enredo em torno do misterioso Abel Zebul (Tony Ramos), poderoso empresário que faturava milhões em palestras proferindo comentários sarcásticos sobre Deus e criticando sentimentos bons, despertou atenção. O seu interesse em seduzir a ingênua advogada Celeste (Monica Iozzi), a transformando em laranja para seus planos de lavagem de dinheiro, se mostrou uma boa premissa, principalmente à medida que mesclava realidade com o sobrenatural através de situações enigmáticas a respeito dele ser mesmo um diabo ou não.

Entretanto, ao longo das semanas, a história perdeu o fôlego. Depois que Abel colocou no corpo de Celeste a Lágrima de Mefisto, um rubi diabólico que vale mais de 60 milhões de dólares, escondendo a joia sob a pele da vítima, as situações começaram a cansar. Até mesmo os ótimos perfis secundários foram ficando sem função, aparecendo cada vez menos.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Crescendo cada vez mais na pele da passional Bibi, Juliana Paes brilha em "A Força do Querer"

Um dos vários acertos de "A Força do Querer" é a escolha das três protagonistas. Todas foram muito bem selecionadas por Glória Perez, que escreveu o perfil mais adequado para cada uma. Tanto que Paolla Oliveira, Isis Valverde e Juliana Paes estão brilhando com mérito. Outro êxito foi a sábia ideia da alternância de protagonismo, dando espaço para cada uma se destacar, tendo o seu momento. Primeiro foi Ritinha, responsável pelos conflitos das primeiras semanas, depois veio a policial Jeiza, e agora chegou a vez de Bibi.


A personagem, inspirada em um caso real, ficou 'adormecida' no início da novela. Suas aparições se resumiam em momentos melosos com Rubinho (Emílio Dantas), homem metido a malandro com quem se casou ---- e teve um filho, André (João Bravo) ----, após ter abandonado o advogado Caio (Rodrigo Lombardi) no primeiro capítulo. Os poucos conflitos do núcleo tinham como base a implicância de Aurora (Elizângela), que nunca aceitou o novo genro, principalmente por causa da vida de dificuldades que eles passavam.

Agora, com a prisão de Rubinho por tráfico de drogas, Bibi começou a crescer na trama, destacando o conhecido talento de Juliana Paes. A obsessão daquela mulher pelo marido tem ficado a cada dia pior, a ponto dela passar por cima de qualquer um para conseguir livrá-lo da cadeia.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Bom ator, Fábio Assunção merece respeito e precisa aceitar ajuda

O ator Fábio Assunção foi preso em flagrante no último sábado (24/06), na cidade de Arcoverde (sertão de Pernambuco), sob acusação de dano qualificado ao patrimônio público, desacato a autoridade, desobediência e resistência a prisão. Ele pagou fiança e foi liberado. As imagens divulgadas na internet mostraram o intérprete com o nariz sangrando, bêbado e completamente alterado, esbanjando agressividade.


A 'espetacularização' das imagens do estado degradante do ator mostra que a sociedade está realmente doente. O deboche de várias pessoas, inclusive das que estavam ao redor do ator no local, comprova que muitas vezes o sucesso desperta ódio e inveja a ponto de torcer para o naufrágio de quem conseguiu chegar a um patamar de prestígio. Triste isso. Mas, é fato que não foi a primeira vez que o profissional se envolveu em polêmicas. Sua carreira está marcada por várias situações em torno da dependência química.

Em 2008, o ator foi escalado para viver o malandro Dodi, em "A Favorita" (de João Emanuel Carneiro), mas desistiu do papel e a suspeita na época era justamente o vício em drogas. No mesmo ano, em "Negócio da China", novela das seis de Miguel Falabella, ele ganhou o mocinho Heitor.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Reprise de "Por Amor" no Viva relembra a essência de Manoel Carlos

"Por Amor" foi um dos maiores sucessos do consagrado Manoel Carlos e deixou sua marca na história da teledramaturgia. Qualquer telespectador que ama novelas lembra o enredo desse folhetim tão envolvente do autor. A trama foi reprisada no "Vale A Pena Ver De Novo" entre julho de 2002 e janeiro de 2003, repetindo o êxito com o público. Já em 2010, pouco tempo depois da inauguração do Viva, foi a vez de ser reexibida no canal a cabo. Agora, passados sete anos, a produção vem sendo reprisada novamente pelo mesmo Viva.


Inicialmente, essa re-reprise foi bastante questionada pelos telespectadores do canal, que acharam um absurdo passar mais uma vez uma obra que já tinha ido ao ar anos antes, tendo tantos outros folhetins antigos disponíveis. De fato, a decisão do Viva surpreendeu. Porém, embora realmente reprisar uma trama já reexibida seja discutível, "Por Amor" é um produto que nunca se esgota. Maneco esteve inspiradíssimo e esse foi um de seus melhores e mais aclamados trabalhos. Tanto que a qualidade do conjunto pode ser mais uma vez observada com clareza.

A Helena vivida por Regina Duarte foi uma das melhores do escritor, levando em consideração que a grande atriz já havia interpretado outra Helena em "História de Amor", do mesmo Maneco, tão bem construída quanto ---- e outra em "Páginas da Vida". O título da obra, inclusive, foi claramente referente ao ato assustador da protagonista, que não titubeou em trocar o neto morto pelo seu filho vivo em uma das cenas mais marcantes e densas da teledramaturgia.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Renato Góes e Sophie Charlotte honram o protagonismo de "Os Dias Eram Assim"

A atual produção das onze (que a Globo teima em chamar de "supersérie", mas não passa de uma novela como todas as anteriores) tem qualidades, como a trilha sonora selecionada a dedo e o elenco recheado de talentos. Entretanto, o roteiro é o principal defeito. Há poucos conflitos e a história não se sustenta. O único drama do enredo é o romance dos mocinhos, que movem todos os demais personagens, direta ou indiretamente. E em virtude de tamanha importância, é vital elogiar o desempenho de Renato Góes e Sophie Charlotte.


Os dois estão irretocáveis, fazendo jus ao protagonismo da história. Renato e Alice são perfis bem construídos pelas autoras Alessandra Poggi e Angela Chaves, que se preocuparam em fugir do pedantismo de muitos mocinhos, inserindo uma firmeza admirável na postura de ambos, cujas características se mostram cativantes e humanas. Eles esbanjam integridade, mas não são chatos ou bonzinhos demais. Sabem se impor sempre que necessário e não abaixam a cabeça para ninguém. Posturas assim nas décadas de 70 e 80 (época de Ditadura, conservadorismo e repressão) demonstravam uma coragem bem maior do que hoje em dia.

Renato representa a classe média e Alice a elite, onde a família dele foi destruída emocionalmente pela dela. O pai da mocinha, em conluio com o noivo da mesma, obrigou a mãe do mocinho a compactuar com a falsa morte do rapaz com o objetivo de separá-lo da heroína em troca da 'proteção' de Gustavo (Gabriel Leone), que havia sido preso pelos militares.

terça-feira, 20 de junho de 2017

"Malhação - Viva A Diferença" apresenta protagonistas bem construídas e cinco atrizes talentosas

No ar há pouco mais de um mês (estreou no dia 8 de maio), "Malhação - Viva a Diferença" já pode ser considerada um acerto. A temporada de Cao Hamburger, dirigida por Paulo Silvestrini, vem abordando temas importantes de forma séria e o enredo muito bem escrito pelo autor é repleto de qualidades. A audiência, por sinal, está correspondendo (a média está acima dos 20 pontos, excelente índice e o maior em dez anos de "Malhação"). E um dos muitos êxitos da atual fase é a escolha (e construção) das cinco protagonistas.


Keyla (Gabriela Medvedovski), Tina (Ana Hikari), Ellen (Heslaine Vieira), Lica (Manoela Aliperti) e Benê (Daphne Bozaski) são perfis cativantes e totalmente verossímeis, representando a adolescência de uma forma nada maniqueísta. Não há boazinha e nem malvada, há meninas em busca de seus desejos e com muitos dilemas, repletas de virtudes e defeitos. São todas cem por cento humanas, precisando lidar todos os dias com as diferenças que tinham tudo para separá-las, mas que só as unem mais.

Os perfis foram construídos com extrema habilidade pelo autor e a escalação podia colocar tudo a perder. Afinal, atrizes fracas não conseguiriam passar todas as nuances das protagonistas, aniquilando o DNA do roteiro dessa temporada. E o risco era elevado, pois "Malhação" lança talentos desde a sua estreia, em 1995. Ou seja, os escolhidos são sempre novatos, implicando em uma chance maior de tropeços.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Letícia Colin e Isabelle Drummond repetem a bem-sucedida parceria de "Sete Vidas" em "Novo Mundo"

"Novo Mundo" vem presenteando o telespectador com uma produção caprichada, bons personagens e história convidativa. Não por acaso vem fazendo sucesso. E um dos muitos acertos da novela escrita por Alessandro Marson e Thereza Falcão, dirigida por Vinícius Coimbra, foi a escalação de duas atrizes talentosas: Letícia Colin e Isabelle Drummond. As intérpretes de Leopoldina e Anna Millman estão impecáveis desde o primeiro capítulo e ambas repetem a bem-sucedida parceria que tiveram na primorosa "Sete Vidas", trama das seis, de Lícia Manzo, exibida em 2015.


A princesa e sua professora de português são amigas e cúmplices. A relação próxima das duas foi evidenciada logo na estreia e os autores aproveitaram o dado histórico para beneficiar o folhetim. Afinal, segundo consta, Leopoldina realmente teve uma pessoa para auxiliá-la na língua e os responsáveis pela trama resolveram transformar essa mulher na mocinha do enredo e na confidente da personagem histórica. Deu certo. E uma das causas do êxito é, justamente, o elogiado trabalho anterior das intérpretes.

Em "Sete Vidas", as duas eram Elisa e Júlia. Primas que se consideravam irmãs. As meninas também eram confidentes no enredo envolvente e delicado de Lícia Manzo, protagonizando inúmeras cenas emocionantes e complicadas dramaticamente. O desempenho delas foi admirável, imprimindo toda a carga necessária em cada conflito dos perfis. Até porque as novelas da autora têm muito mais texto do que 'ação'.